Aracaju, 28 de julho de 2021

É preciso de mais de 70% da população imunizada para controlar

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

O Brasil já ultrapassou a marca de 19 milhões de casos confirmados de Covid-19. O número de óbitos também já superou o número de 530 mil vidas perdidas. Nem de longe esses dados eram previstos desde o início da pandemia do novo coronavírus. Em fevereiro do ano passado, o país registrava o primeiro caso da doença. Já em março, a primeira morte.

Um ano e quatro meses depois, o país registra mais de 50 mil casos e 1 500 mortes por dia. Com a vacinação avançando lentamente, o Brasil ainda enfrenta desafios no enfrentamento da Covid-19.

“É importante salientar que, no atual momento, não podemos nos valer apenas da vacinação para controlar a pandemia. As medidas não farmacológicas, como o isolamento social e o uso adequado de máscara, continuam fundamentais”, comenta o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Tiradentes, Matheus Todt.

“Hoje, o país possui menos de 15% da população complementarmente imunizada e precisamos de mais de 70% para começarmos a controlar a pandemia. Portanto, ainda temos muito chão pela frente”, acrescenta.

Para o especialista, as medidas de biossegurança sozinhas não são capazes de controlar a pandemia. “Elas conseguem reduzir a velocidade de disseminação da doença e reduzir a sobrecarga do sistema de saúde. Isso possibilita o acesso à UTI nos casos graves e nos dá mais tempo para imunizar a população. Infelizmente, desde o início da pandemia, as autoridades e a população não levaram a sério essas medidas de controle. O resultado dessa atitude nós já sabemos com mais de meio milhão de óbitos”, observa o infectologista.

“Ao não seguir medidas comprovadamente eficazes, como o distanciamento social e ampla imunização da população, e apostar em ‘fórmulas mágicas’ sem evidência científica sólida, as autoridades contribuíram para um maior número de casos da doença e para um maior número de óbitos”, complementa.

Para o professor da Unit, reduzir a transmissão é uma forma efetiva de reduzir a carga da mortalidade. “Ao reduzirmos a velocidade de infecção, reduzimos a sobrecarga do sistema de saúde, possibilitamos atenção adequada aos casos graves e, consequentemente, reduzimos o número de mortes”, enfatiza.

“O que podemos fazer para contribuir com isso todos já estão calejados de escutar é o isolamento social, uso de máscaras, higiene das mãos e vacina logo que possível”, finaliza.

Assessoria de Imprensa

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

Governador Belivaldo Chagas reúne gestores para alinhar estratégia de desenvolvimento do estado
Prefeitura de Barra dos Coqueiros realiza posse de 10 concursados da área de saúde  
Juíza Maria Angélica França e Souza é nova Desembargadora do TJSE
SSP abre seleção para estagiários de Publicidade e Propaganda e Jornalismo