Aracaju, 28 de julho de 2021

Julho Amarelo: câncer ósseo pode acometer crianças e adolescentes

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Embora considerado raro, o câncer ósseo é perigoso e requer diagnóstico e tratamento rápidos após os primeiros sintomas. Durante todo este mês, a campanha Julho Amarelo busca conscientizar a população sobre os riscos que envolvem a doença, que pode acometer até mesmo crianças.

Segundo o oncologista clínico e cooperado Unimed Sergipe, William Giovanni Soares, o surgimento do câncer ósseo pode ocorrer através das próprias células ósseas, ou em processos de metástase.

“Os tumores ósseos surgem a partir do crescimento desordenado de células nos ossos. Podem ser primários dos ossos, ou seja, surgirem das próprias células ósseas, ou podem ser secundários, quando advindos de um outro tumor, de outra parte do corpo, que se aloja no osso, gerando o que chamamos de metástase óssea”, explica o médico.

Anualmente são diagnosticados no Brasil cerca de 2.700 casos novos de tumores ósseos primários, o que representa, aproximadamente de 2% a 3% de todos os tumores malignos. Além disso, cerca de 10% dos outros cânceres acabam apresentando metástases ósseas.

“Os tumores ósseos primários são mais comuns na infância e na adolescência e representam o quinto tipo de tumor mais comum entre crianças de 5 aos 15 anos. Aparecem principalmente nos joelhos, braços e bacia e os sintomas mais comuns são: dor óssea, que pode ser pior à noite, alteração da marcha ou mobilidade, limitação funcional, aumento de volume ou inchaço da área afetada, febre, cansaço e emagrecimento sem causas conhecidas”, pontua o oncologista.

Já no caso dos adultos, as metástases e o mieloma são os tumores mais comuns e acometem principalmente a coluna, causando dor, formigamento e redução de força nas pernas. Por este motivo, segundo o oncologista, ao sentir esses sintomas por mais de 15 dias, principalmente dor com piora progressiva, recomenda-se procurar auxílio médico.

Causas

A causa da maior parte dos tumores ósseos ainda é desconhecida. Todavia, foram identificados alguns fatores que podem aumentar o risco de surgimento desse tipo de câncer, como alterações genéticas, radiações e algumas síndromes raras.

“A síndrome de exostoses múltiplas é uma doença hereditária, que causa protuberâncias, fraturas e deformidades ósseas, causada pela mutação do gene EXT, e associada ao surgimento de tumores das cartilagens, conhecidos como condrossarcomas. A síndrome de Paget, apesar de ser uma condição benigna, torna os ossos mais grossos e quebradiços e aumenta o risco de osteossarcoma, principalmente a partir dos 50 anos. Pessoas com mutação do gene RB1 têm maiores risco de desenvolvimento tanto de tumores oculares, conhecido como retinoblastoma, como de tumores ósseos e de cartilagens. E esse risco pode ser aumentado quando há exposição à radiação”, explica William

“Por outro lado, radiações não ionizantes, que são aquelas provenientes de micro-ondas, aparelhos celulares não aumentam o risco de tumores ósseos. Da mesma maneira que não há relação comprovada entre o surgimento desses tumores e traumatismos ou ferimentos ósseos. Muitas vezes o tumor já se encontra instalado no osso, o que o enfraquece, e faz com que um trauma local possa provocar uma fratura”, completa o oncologista.

Diagnóstico e tratamento

Para se chegar a um diagnóstico, é necessário o auxílio de exames de imagem, como radiografia, tomografia, ressonância magnética, cintilografia e PET scan. Em alguns casos pode ser necessário retirar um fragmento do tumor para realizar uma biópsia previamente.

“O tratamento é multidisciplinar e dependerá de uma série de fatores que precisam ser analisados caso a caso, como o tipo de tumor, a sua localização e extensão e a saúde global do paciente. De maneira geral, utilizam-se técnicas cirúrgicas, que podem dispor de próteses e enxertos, quimioterapia, que é a utilização de medicamentos principalmente por via venosa ou oral e a radioterapia”, explica.

Ainda segundo o oncologista cooperado Unimed Sergipe, o desenvolvimento da genética tem também trazido grandes avanços para a melhora da sobrevida e do resultado funcional dos pacientes. “É fundamental ficar alerta a quaisquer alterações ósseas, principalmente aumentos de volume e dor persistente ou crescente para se procurar assistência médica, pois o diagnóstico precoce é primordial para menores sequelas e maiores chances de cura”, complementa o médico.

Fonte e foto assessoria

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