Aracaju, 28 de julho de 2021

Governo entrega fábrica de bolos em Santana do São Francisco

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Trinta famílias serão diretamente beneficiadas pela agroindústria; Dom Távora já investiu mais de R$ 10 milhões no Baixo São Francisco

Para 30 famílias do Baixo São Francisco, chegou hora de empreender e agregar valor à mandioca, macaxeira, milho e demais produtos que cultivam. Esta semana, a Associação Pró-Desenvolvimento dos Produtores Rurais de Santana do São Francisco recebeu a Casa do Bolo Antônio Caetano de Aquino, entregue oficialmente pelo Governo de Sergipe, através do Projeto dom Távora. O empreendimento comunitário é um dos seis arranjos produtivos que receberam, naquele município, apoio financeiro e suporte técnico. De forma compartilhada, agricultoras e agricultores irão, literalmente, ‘por a mão na massa’ para beneficiar, na agroindústria, uma variedade de produtos, como bolos, massa de tapioca, sorvetes, etc., possibilitando o aumento de sua renda familiar e a profissionalização da atividade.

O Projeto Dom Távora é realizado com recursos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e do Governo do Estado, que executa o projeto através da Secretária de Estado da Agricultura (Seagri) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). Para a Associação Pró-Desenvolvimento dos Produtores Rurais de Santana do São Francisco, foram destinados R$ 216.947,00, investidos na construção do prédio e aquisição de liquidificador, dois fornos, chapa, fogão e batedeira de linhas industriais; freezer; câmeras de monitoramento e projeto contra incêndio; botijões de gás; mesas; assadeiras, utensílios para preparo de alimentos; luvas e aventais. A contrapartida dos associados será o fornecimento da matéria prima, custos com energia elétrica e a mão-de-obra para começar a produzir.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura, André Bomfim, o Dom Távora investiu, no Baixo São Francisco, mais R$ 10 milhões em projetos para o desenvolvimento das comunidades rurais – destes, R$ 1,4 milhão só em Santana do São Francisco. “A gente espera que essa inauguração possa, cada vez mais, gerar renda e emprego para o município. Já estamos dialogando, inclusive, com o poder público municipal para que esses produtos, que serão beneficiados pela Casa do Bolo, possam ser inseridos no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do município, agregando valor e favorecendo o escoamento da produção. O prefeito se comprometeu a avaliar essa possibilidade. Muito em breve, estaremos novamente no município, entregando também uma marcenaria, outra obra financiada pelo Projeto Dom Távora”, afirmou André.

Durante a entrega, o prefeito de Santana do São Francisco, Ricardo Roriz, agradeceu pelo investimento. “É uma satisfação o Governo trazer essa fábrica para Santana do São Francisco, para que os agricultores tenham mais um item para somar à sua vida financeira, para que possam contribuir ainda mais para o sustento de suas famílias, não apenas cultivando produtos agrícolas, mas também fabricando bolos deliciosos a partir do que o campo lhe fornece. E isso em uma produção não apenas dele, mas de toda família”, disse a secretários municipais, ao secretário André Bomfim, ao gestor do Projeto Dom Távora na Emdagro, José Valdomiro Menezes, e ao deputado federal João Daniel, presentes no ato simbólico.

Rildo Nascimento, presidente da Associação beneficiada com a Casa do Bolo, explica que o grupo está fazendo um cronograma de trabalho para organizar o compartilhamento dos equipamentos entre todas as famílias. “Isso aqui é um sonho antigo da gente, e vai ajudar bastante. São 30 famílias pobres que vão melhorar sua renda. Então vai ser uma força, uma grande mão para a gente. Vai ajudar bastante a escoar a produção. A gente trabalhava só na base de plantar e vender. Agora não, agora vai beneficiar o produto e vai render mais para a gente. Vai transformar o produto bruto em outras qualidades”, ressalta.

Novas possibilidades

A agricultora Roseli Santana acredita que a Casa do Bolo vai melhorar a qualidade dos produtos vendidos pela comunidade. “Porque a gente faz bolo manual, muito rústico. Mas agora, com os equipamentos que chegaram, vamos ter a oportunidade de fabricar mais e com maior qualidade, podendo vender em quantidade. A gente fabrica o bolo de massa puba a partir da mandioca, só que agora vamos poder fazer outros produtos também, a partir dessa matéria prima. Tem a tapioca recheada, tem o mingau, que pode fazer da massa de puba, sorvete da tapioca, etc”.

Para o agricultor Luiz Barbosa, a agroindústria trará melhoria de vida para as famílias. “Primeiro nós plantamos a mandioca, colhemos, fazemos a massa [de puba] e depois, botamos a mão na massa, fazemos o bolo. Também tem bolo de macaxeira e de milho, que vão ser carros-chefes de nossa microempresa”, afirma Luiz, que considera mais vantajoso comercializar os produtos beneficiados do que os alimentos in natura. “É muito mais futuro para a gente e para os nossos filhos, que vão aprender também a arte de fazer o bolo, vai ficar como uma profissão. Esse projeto veio em boa hora, estávamos mesmo necessitando e não tínhamos como fazer sozinhos”, conclui.

Fonte e foto SEAGRI/SE

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