Aracaju, 24 de setembro de 2021

Ana Patricia/Rebeca caem para dupla suíça. Brasileiras fizeram jogo equilibrado

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Acabou a participação brasileira no torneio feminino de vôlei de praia nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em jogo duro, com alternância de vantagem e muito equilíbrio, Ana Patrícia e Rebeca caíram diante da dupla suíça Verge-Depre/Heidrich na manhã de terça-feira no Japão. A derrota por 2 sets a 1 (21/19, 18/21, 15/12) pelas quartas de final, deixou nas mãos de Alison e Álvaro a responsabilidade de manter a tradição olímpica de medalhas do Brasil.

Ana Patrícia lamentou a eliminação, mas exaltou o comportamento da dupla mesmo com dificuldades no período de preparação. A brasileira revelou ter passado mal na véspera da partida:

– Tenho certeza que não faltou luta para a gente. Esses últimos dias foram incrivelmente difíceis. Ontem, desmaiei no colo da Rebecca, tive queda de glicemia. Passei a noite muito mal.

“Estou indo triste pela derrota, mas muito feliz pela luta. Em muitos momentos ali dentro passou na minha cabeça de desistir, porque eu não aguentava mais, mas ela estava do meu lado. Tenho certeza que a gente vai para casa com a consciência tranquila”

Desde que o vôlei de praia entrou no programa olímpico, o país nunca voltou para casa sem subir ao pódio. Na estreia, em Atlanta-1996, os homens passaram em branco, mas as mulheres garantiram ouro e prata. Já em Pequim-2008, que tinha sido a única participação sem medalha no feminino, o masculino levou prata e bronze. São 13 medalhas vindas da modalidade em seis edições de Olimpíadas.

Com a vitória sobre Ana Patrícia/Recebe, a dupla da Suíça disputa a semifinal com as americanas April e Alix, que eliminaram as alemãs Ludwig e Kozuch, algozes de Agatha e Duda.

Atenas-2004

  • Feminino – Prata (Adriana Behar/Shelda)
  • Masculino – Ouro (Ricardo/Emanuel)

 

Pequim-2008

  • Masculino – Prata (Márcio/Fábio) e Bronze (Ricardo/Emanuel)

 

Londres-2012

  • Feminino – Bronze (Juliana/Larissa)
  • Masculino – Prata (Alison/Emanuel)

 

Rio-2016

  • Feminino – Prata (Ágatha/Barbara)
  • Masculino – Ouro (Alison/Bruno Schmidt)

    Estratégia da Suíça decide tie-break

    A partida começou muito equilibrada, com troca de vantagem e poucos erros até o placar empatar em 9 x 9. Foi quando as suíças aproveitaram erros não forçados do Brasil em sequência no ataque, na recepção e no saque para abrirem 14 x 10. Um ace de Rebeca recolocou a dupla brasileira no jogo, mas a Suíça administrou a vantagem e chegou a ter cinco bolas para fechar o set após desafio indicar toque na rede de Ana Patrícia. O Brasil ainda salvou três set-points, mas Verge-Depre fechou em 21/19 uma parcial onde os seis erros das brasileiras contra três fizeram a diferença.

    O Brasil voltou mais agressivo e Ana Patrícia montou uma parede no bloqueio. O set seguiu igual até oito, quando a brasileira fechou a porta para Verge-Depre, colocando 10 x 8 no placar. Uma defesa de Rebeca que virou ataque garantiu três pontos de vantagem, que a dupla administrou com inteligência até a reta final do set. Incansável na defesa, Rebeca atacou para fazer 18 x 14. A suíças ainda reagiram, mas o Brasil levou o jogo para o tie-break com 21/18.

    No set decisivo, a dupla da Suíça mudou a estratégia no saque, forçou em Ana Patrícia e foi feliz. A brasileira cometeu erros de recepção que permitiram que as adversárias construíssem uma vantagem controlável até a vitória por 15/12 em erro de saque da própria Ana Patrícia.

    Por Redação do Ge — Tóquio, Japão

 

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