Aracaju, 24 de setembro de 2021

Turismo é o setor que mais se digitalizou durante a pandemia

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85% dos empreendedores investiram no ambiente digital para reverter queda de faturamento

O turismo é um dos segmentos que mais apresentou queda de faturamento desde o início da pandemia da Covid-19, mas foi o que mais se digitalizou para enfrentar as crises econômica e sanitária instaladas no país. De acordo com a décima primeira Pesquisa de impacto da Pandemia do Coronavírus nas Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 85% das empresas que atuam no segmento se digitalizaram, número superior à média geral, que é de 67%, e seis pontos percentuais acima do segundo colocado, o setor de pet shops.

A plataforma Whatsapp é a preferida pelos empreendedores que inseriram o mundo virtual nas suas vendas, com 84% de adeptos. Instagram e Facebook são as próximas opções, com 54% e 51%, respectivamente. Apenas 23% dos negócios vendem por sites próprios.

O forte investimento no mundo digital fez com que 48% das empresas desse segmento tivessem mais da metade de seu faturamento proveniente do comércio eletrônico.

Aqui em Sergipe muitos empreendedores buscaram no ambiente digital a saída para continuar fazendo negócios e superar a queda de faturamento. Thiago Moura, da Sucesso Viagens, criou um site para divulgação dos serviços da empresa, passou a ampliar a divulgação nas redes sociais, sobretudo o Instagram, e está desenvolvendo um aplicativo para divulgação e comercialização dos pacotes.

“As estratégias deram resultado e mesmo em um cenário complicado como esse conseguimos fechar a venda de 300 pacotes de viagens até o final do ano para destinos como Morro de São Paulo, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro”, explica o empresário.

Outra empreendedora a apostar no ambiente digital foi Waldete Zampieri, editora do Guia Sergipe Trade Tour. A publicação, que antigamente era impressa, migrou para a internet, disponibilizando ao usuário as informações sobre os atrativos do Destino Sergipe. Lá é possível orientações gratuitas sobre o que fazer, onde se hospedar, onde comer e os serviços oferecidos em cada um dos 75 municípios sergipanos. A empresária também desenvolveu um aplicativo para oferecer esses mesmos serviços aos turistas, disponibilizando inclusive um QR Code para download.

Apoio

Para a analista técnica do Sebrae, Bianca de Faria, a digitalização dos negócios já era uma tendência verificada no setor e que foi acelerada por conta da pandemia. “Por conta das medidas que restringiram a circulação de pessoas essas empresas precisaram remodelar seu modelo de negócio para continuar atingindo seu público alvo. Esse é um caminho sem volta e aqueles que não estão atentos a esse cenário correm o risco de perder mercado para os concorrentes”.

Ela ressalta que o Sebrae oferece um apoio para que as empresas desse setor possam ampliar sua presença no ambiente digital. Por meio de um programa chamado Sebraetec a instituição subsidia 70% do investimento necessário para a adoção dessas ferramentas de inovação. As empresas podem, por exemplo, solicitar a criação de aplicativos, sites, desenvolvimento de identidade visual e produção de cards para redes sociais.

Além dos dados sobre a digitalização dos negócios a pesquisa Sebrae/FGV traz alguns números preocupantes: 91% das empresas do setor de turismo registraram queda de faturamento em relação ao período anterior à pandemia. É o índice mais alto entre os 21 setores monitorados na pesquisa. A queda de faturamento é de 68%, também o percentual mais alto entre todos os segmentos.

Essa queda de faturamento contribuiu para o aumento de pedidos de empréstimos bancários por parte desses empreendedores. Cinquenta e nove por cento deles relataram ter recorrido às instituições financeiras, seis pontos percentuais a mais que o registrado no mês de março. Apesar da maior procura, apenas 41% dos empresários conseguiram ter o pedido de empréstimo aprovado, o terceiro menor índice entre os setores pesquisados.

Outro dado que mostra a dificuldade enfrentada pelo setor é o nível de endividamento. 39% dos empresários afirmam possuir dívidas ou empréstimos em atraso.

Foto assessoria

Por Wellington Amarante

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