Aracaju, 19 de setembro de 2021

Com Lore Improta, Aretuza Lovi fala sobre paternidade: “Fui taxado de louco”

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Vivendo sua primeira gravidez, Lore Improta abriu o diálogo sobre os desafios e a romantização da maternidade e da paternidade no quadro Ajude Uma Mamãe, publicado em seu IGTV. Em especial para o Dia dos Pais, ela recebeu Bruno Nascimento, conhecido por seu trabalho como a drag queen Aretuza Lovi, para um bate-papo sobre sua experiência com Noah, seu filho, que adotou quando tinha 24 anos.

“O Noah é um presente de Deus e ele veio de uma forma tão inesperada. Sempre tive o sonho de ser pai, mas não esperava que seria tão cedo. Tinha 24 anos, estava batalhando pela minha carreira, muitas coisas acontecendo e eis que surge o Noah na minha vida. […] Fui taxado de louco por muitas pessoas, minha mãe mesmo”, lembra Aretuza.

Ele continua o relato dizendo que, na época em que conheceu a mãe de Noah, ficou sensibilizado com a história de vida de Noah, que passou por abandono paterno enquanto sua mãe ainda estava grávida. “Eu me apaixonei pela barriga e nosso amor começou aí, conectou”, diz.

“O Noah representa o meu viver, é o que me motiva todos os dias a acordar. Antes eu tinha outros objetivos na vida, e depois que o Noah surgiu tudo mudou. O Noah, para mim, é um sinônimo de amadurecimento e transformação”, se emociona.

Em seguida, Lore pergunta como Aretuza busca educar o filho sobre questões sociais, como homofobia, na sociedade em que vivemos. “Já passei por inúmeras situações tristes e desrespeitosas. Meu maior medo não é que eu sofra isso, mas que ele sofra tendo um pai gay e drag. Já escutei nas redes sociais que eu era pedófilo porque eu era gay, que praticava pedofilia com meu filho. Já tive que tirar ele de uma escola porque a diretora era testemunha de Jeová e não aceitava que eu tivesse adotado ele sendo gay”, revela.

“Nessa atual fase, eu tento conversar muito com ele. Porque ele era muito novinho, mas sempre cresceu dentro da família sabendo que ele era um filho do coração, sabendo a realidade dele, sabendo a história dele, porque a gente não precisa apagar a história de ninguém. Expliquei que a vida me deu ele e que o papai dele gosta de menino, que o papai dele se veste de mulher. Ele acha o máximo. Só que nesse momento da vivência dele, com 7 anos e começando a criar a personalidade dele, ele sofre algumas coisas”, explica.

  • REDAÇÃO MARIE CLAIRE
  • DO HOME OFFICE
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