Aracaju, 23 de setembro de 2021

 Em defesa do serviço público, trabalhadores lotam ruas do Centro de Aracaju

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Por: Iracema Corso

Uma grande caminhada pelas ruas de Aracaju expressou a indignação da população de Sergipe contra o desmonte dos serviços públicos, contra a privatização dos Correios e pelo Fora Bolsonaro, no Dia Nacional de Lutas e Greves Contra a Reforma Administrativa, nesta quarta-feira, dia 18 de agosto.

A população brasileira massacrada pelo desemprego, pelo alto preço dos alimentos e do combustível, assiste estarrecida o esforço do governo Bolsonaro e seus apoiadores no Congresso Nacional para vender a empresa dos Correios, colocando em risco o emprego de 100 mil famílias brasileiras, através do projeto de Lei 591, aprovado na Câmara Federal e que já tramita no Senado. Aproveitando o caos da pandemia que matou mais de meio milhão de brasileiros e continua fazendo vítimas, o governo Bolsonaro está decidido a desmonta o serviço público através da Reforma Administrativa, o Projeto de Emenda Constitucional PEC 32.

Sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais fizeram a denúncia nas ruas de Aracaju, alertando o prejuízo para a população brasileira que ficará sem a assistência da saúde pública, sem educação pública e sem uma política social para enfrentar o mau momento de fome e desemprego crescente. Além do ato unificado no turno da tarde, teve manifestação do SINTESE (Professores) no turno da manhã e protesto em frente ao Hospital Universitário.

Durante a marcha pelas ruas do Centro, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Roberto Silva, afirmou que os trabalhadores de Sergipe estão unidos contra o desmonte do serviço público e pelo Fora Bolsonaro.

“Estamos unidos lutando pelo bom e pelo justo. Lutando em defesa dos trabalhadores de cabeça erguida, construindo a resistência em Sergipe e no Brasil. Respondemos com unidade na luta contra o desmonte do serviço público e este processo cruel de legalização da corrupção no Brasil. Reforma Administrativa é legalizar a corrupção. É deixar os corruptos livres para roubar o dinheiro público e não ter quem denuncie. A ausência de concurso público e acabar com a estabilidade do servidor concursado vai deixar livres os corruptos para roubar o dinheiro do povo”, criticou Roberto.

Em frente ao prédio dos Correios, o presidente da CUT/SE falou sobre a importância desta empresa lucrativa e tão cara à população brasileira.

“Este prédio dos Correios que tem um simbolismo muito grande. É um símbolo que chega a cada canto deste país. Os Correios chegam em cada município, pois o posto de saúde que recebe a vacina e o medicamento; a escola pública que recebe o material didático; tudo isso são os Correios quem deixa lá. A privatização dos Correios é destruir uma empresa de logística que tem um papel fundamental para a nação brasileira”, avaliou Roberto.

Secretário geral do SINTECT/SE (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios), Jean Marcel agradeceu o apoio dos trabalhadores e população na luta contra a privatização.

“Vamos acabar com este governo genocida que só tem matado o povo brasileiro. Vamos lembrar que ele queria enfiar cloroquina goela abaixo de todo mundo e foi a CUT e as centrais sindicais que foram às ruas para lutar por vacina para a população. Muito obrigada por este dia, a cada companheiro que se uniu nesta luta. Saúdo todas as categorias de trabalhadores. Fora Bolsonaro! Comida no prato de todo brasileiro! Vacina no braço! E contra as privatizações, contra o PL 591, vamos à luta”.

No fim do protesto, que se encerrou em frente ao prédio dos Correios do Centro, os manifestantes fizeram um convite geral para o Grito dos Excluídos que neste ano será no Bairro Santa Maria em Aracaju.

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