Aracaju, 23 de setembro de 2021

A primeira escultura do Cristo Redentor do Brasil está em São Cristóvão

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O município de São Cristóvão, quarta cidade mais antiga do Brasil, traz consigo muita história e tradição. A cidade mãe de Sergipe, possui uma riqueza arquitetônica com destaque para as edificações coloniais. Além do seu conjunto urbano tombado pelo Iphan, a Praça São Francisco foi reconhecida como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.

A primeira capital sergipana também guarda outro marco importante. É de São Cristóvão a primeira escultura com a imagem do Cristo Redentor em todo o país. Com a construção iniciada em 1924, o monumento está localizado na colina de São Gonçalo e foi inaugurado dois anos depois, em janeiro de 1926.

“De autoria do arquiteto italiano Bellando Bellandi, que fez parte da Missão Italiana em Sergipe e junto com outros arquitetos, foi responsável por algumas obras arquitetônicas em Sergipe. A imagem foi encomendada pelo governo de Graccho Cardoso e vale lembrar que o mais famoso Cristo Redentor do Brasil, o da cidade do Rio de Janeiro só foi inaugurado cinco anos após o sergipano, em 1931”, comenta o historiador, turismólogo e professor da Universidade Tiradentes, Ivan Rêgo Aragão. O docente atua no curso de Pedagogia e da Pós-graduação em Ensino de História do Brasil, ambos da Unit.

“As informações foram levantadas por pesquisadores da Faculdade de Belas Artes de São Paulo, em 1984, que, após identificar a existência de 1 200 redentores brasileiros, destacaram o exemplar sergipano como mais antigo e original, pois ele diverge da matriz carioca”, acrescenta.

Para o especialista, o monumento possui uma grande relevância para o Estado de Sergipe. “A importância do Cristo Redentor como lugar de memória, de afetos e como local de referência cultural está atribuída ao fato da estátua e seu entorno já ter servido como espaço para quem escolhia São Cristóvão como destino e chegava para visitar a cidade se deparando com o mais antigo Cristo Redentor do Brasil”, enfatiza.

“O local de referência cultural-religiosa para a comunidade residente foi cenário para manifestações da cultura popular como o grupo das Caceteiras que iam até a imagem para saudar a chegada do mês junino e de ritos religiosos do catolicismo, onde desde a sua inauguração a igreja organizava caminhadas e missas campais perante a imagem”, complementa o historiador.

Em 1971, na gestão do prefeito Paulo Correia, foram realizadas melhorias na estrutura visando o desenvolvimento do turismo local. “O monumento ainda não tem um reconhecimento de patrimônio nacional, mas já se tornou patrimônio cultural estadual. A Alese aprovou um Projeto de Lei que transformou o Cristo Redentor de São Cristóvão em patrimônio cultural e histórico de Sergipe”, declara Adailton Andrade, historiador e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e do Movimento Cultural Antônio Garcia Filho da Academia Sergipana de Letras. Atualmente, é diretor do Arquivo Público Municipal de São Cristóvão e também faz parte da Academia Sancristovense de Letras e Artes.

“Sabemos muito bem a importância histórica para a cidade, é um monumento que enche de orgulho ao povo sancristovense. Agora com sua revitalização e adequação, será transformado em mais um espaço de lazer, memória e devoção. É esse o sentimento e objetivo de preservar a história  e a  memória do lugar. O monumento voltará a ser um lugar de cultura e devoção dos moradores  da cidade  mãe de Sergipe  e  voltará a ser  mais um belo cartão postal  da cidade”, finaliza o diretor.

Assessoria de Imprensa

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