Aracaju, 17 de setembro de 2021

Secretária diz em assembleia do Cosems que municípios precisam avançar juntos na imunização contra a Covid-19

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A secretária de Estado da Saúde, Mércia Feitosa, participou na manhã desta sexta-feira, 27, da assembleia ordinária do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e da reunião do Conselho Interfederativo Estadual, realizadas conjuntamente no Quality Hotel, com a presença de gestores e técnicos dos 75 municípios sergipanos. Na pauta, o panorama da imunização contra a Covid-19 em Sergipe, uma reflexão sobre a Atenção Primária no Estado, as Conferências Municipais de Saúde 2021 e novas diretrizes para a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) no SUS.

O presidente do Cosems em Sergipe e secretário de Saúde de Nossa senhora do Socorro, Enock Ribeiro, destacou a importância da assembleia presencial, após mais de um ano sendo realizada de forma virtual, e enfatizou o valor da pauta de discussão, conclamando os municípios a se manifestarem em relação às suas demandas e dificuldades do momento. “Hoje, aqui, vamos mostrar como a dinâmica de saúde está ocorrendo nos municípios no que diz respeito à imunização e Atenção Primária à Saúde”, disse.

Sobre a imunização contra a Covid-19, Mércia Feitosa foi enfática ao afirmar que o Estado segue avançando na cobertura vacinal para os maiores de 18 anos. “Nós chegamos ate aqui, mas não podemos deixar ninguém para trás. Para que entremos nas faixas dos 12 aos 17 anos como querem alguns municípios, é preciso que tenhamos uma cobertura vacinal elevada no adulto e assim cumprirmos o Plano Estadual de Imunização. Estamos aqui para pactuarmos um avanço na vacinação em bloco, em conjunto, entendendo que um município alcançar a sua cobertura e os vizinhos não, isso não é viável”, declarou.

Quanto à Atenção Primária de Saúde, a secretária lembrou que este é um dos mais importantes pilares da saúde pública e que o objetivo da gestão estadual é o de trabalhar junto com os municípios e de forma cada vez mais estreita para torná-los mais fortes e mais qualificados na oferta dos serviços.

Mércia Feitosa falou ainda sobre as conferências municipais. “Eu quero comunicar e reforçar o quanto nós estamos avançando dentro do Conselho Estadual de Saúde para que esse colegiado exerça o seu papel na sua completitude e se empenhe na consolidação dos conselhos municipais. Vamos avançar no controle social com a condução qualificada do Conselho Estadual, mas garantindo a autonomia no âmbito municipal”, concluiu.

O diretor de Atenção Primária à Saúde, João Paulo Almeida Brito da Silva, apresentou o cenário da Atenção Primária à Saúde em Sergipe e, a partir dessa leitura, abriu uma discussão sobre os desafios a serem enfrentados, objetivando a construção de uma agenda assistencial tripartite que vise os novos processos e protocolos tanto para convivência com a Covid-19 quanto para a superação dela, observando todas as condicionalidades que a pandemia impôs.

Destacou que o público alvo que mais demanda a Atenção Primária são os doentes crônicos e a mulher, tanto na parte de planejamento familiar, quanto na linha de cuidados à sua saúde como no pré-natal. Lembrou que esses dois grupos se afastaram das Unidades Básicas de Saúde (UBS) durante a pandemia devido aos protocolos sanitários. A preocupação, segundo ele, é que estes pacientes retornem com a situação de saúde em condições agudizadas.

“Vamos precisar reconstruir protocolos sanitários a partir do aprendizado que a pandemia nos trouxe. Qual o fluxo de sintomático e do não sintomático? Vamos manter as unidades como eram antes da pandemia ou quais procedimentos sanitários devem ser adotados nas unidades? Essa é uma agenda fundamental e necessária para que, quando esses usuários retornem, eles o façam sob uma nova ótica, com protocolos que garantam a sua segurança. Isso quer dizer que precisamos estar em fraco diálogo com a população”, considerou.

João Paulo enfatizou que a gestão do cuidado e do cuidado continuado (para os crônicos) precisa ser o elemento central do processo de trabalho da unidade de saúde. Entende também que o exercício da vigilância em saúde precisa estar dentro das UBS. “A pandemia nos exigiu isso: de monitorar o caso, o contato, o território e olhar onde estão surgindo os focos de doenças. Essa é uma discussão atrasada, que veio à tona com o advento da pandemia”, orientou.

SES

Fotos Valter Sobrinho

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