Aracaju, 20 de outubro de 2021

Ato do Movimento Polícia Unida é marcado por revolta

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Policiais e bombeiros reclamam da falta de sensibilidade do governador Belivaldo Chagas na luta pelo adicional de periculosidade

União, indignação e revolta. Assim foi a Operação Tolerância Zero, mobilização coletiva deflagrada na tarde deste sábado (18), pelo Movimento Polícia Unida, que luta pelo direito ao adicional de periculosidade para policiais civis, policiais militares e bombeiros militares. A mobilização ocorreu em frente à Central de Flagrantes, localizada no bairro Santos Dumont, em Aracaju.

Segundo Adriano Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE), o ato teve o objetivo de sensibilizar o Governo para o diálogo sobre os riscos da atividade policial e a importância do direito desses profissionais ao adicional de periculosidade.

“O objetivo desse ato é de novamente chamar a atenção do governador Belivaldo Chagas para a necessidade do pagamento do adicional de periculosidade para esses profissionais que atuam nas forças de segurança e salvamento. Queremos uma atenção para esses homens e mulheres que arriscam suas vidas diariamente em defesa da sociedade; que priorize os reclames dessas categorias que se encontram cada vez mais desmotivadas com a falta de uma política pública de valorização profissional”, pontuou.

Presente no evento, o policial civil Manoel Vieira Filho também aproveitou a oportunidade para criticar a falta de diálogo por parte do Governo com as pautas reivindicadas pelo Movimento Polícia Unida. “Esse ato só ocorreu porque o governador insiste em não dialogar. Por que ele não recebe a categoria, apresenta uma contraproposta? Infelizmente o Governo prefere ficar mais de 500 dias sem conversar com esses profissionais”, disse.

Na ocasião, Manoel Vieira fez um apelo: “Governador, ouça as categorias, ainda há tempo de corrigir essa postura. Entenda que conversar resolve. A gente clama para que você nos ouça, inclusive pode também apresentar a sua proposta. Só queremos ter acesso ao nosso direito de ter o adicional de periculosidade”, completou o policial.

Paralisação

Durante o ato, Adriano Bandeira foi indagado sobre a possibilidade de paralisação das categorias que fazem parte do Polícia Unida. Oportunamente, o presidente do Sinpol/SE atribuiu um possível ato paredista à inércia adotada por Belivaldo Chagas sobre as pautas reivindicatórias do Movimento.

“Nunca foi uma vontade do Movimento tomar decisões de caráter grevista e paredista, mas infelizmente a insistência na falta de diálogo e respeito por parte do governador Belivaldo Chagas nos força a avaliar esse tipo de ação. Então, caso o governador insista nessa postura, vamos pautar com a classe a possibilidade de iniciarmos com movimentos paredistas. É importante destacar que a luta só vai acabar quando conseguirmos conquistar esse direito que está previsto nas Constituições Estadual e Federal”, reforçou o presidente do Sinpol/SE.

Momento de União

Ao final do evento, Adriano Bandeira elogiou a adesão dos policiais que compareceram à mobilização. “Gostaria de agradecer a presença de cada policial civil, policial militar e bombeiro militar que participou desse ato. Isso só demonstra que todos estão conscientes dessa luta travada com o Governo do Estado, para ter garantido esse direito que vem sendo cerceado. Não podemos permitir que o Governo continue desvalorizando, desmotivando, tirando a autoestima desses policiais que trabalham diuturnamente para garantir a sensação de segurança que é tanto alardeada pelo Governo. Continuaremos com a nossa luta diária até alcançarmos a vitória”, finalizou.

Movimento Polícia Unida

O Movimento Polícia Unida é formado por nove entidades sindicais e representativas: Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE); Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE); Associação Militar Única; Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Sergipe (Aspra); Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise); Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública em Sergipe (Asimusep); Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese); Associação dos Militares da Reserva Remunerada e Pensionistas do Estado de Sergipe (Asmirp/SE); e Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (ACS-SE).

Fonte e foto Sinpol

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