Aracaju, 20 de outubro de 2021

Cientista alerta para riscos de rejeição a vacinas

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A vacinação contribui para o fim da pandemia, através da imunidade de rebanho

A vacinação tem sido a grande responsável pela diminuição de casos de Covid19, internamentos e mortes em todo o mundo. Comprovadamente, as vacinas são o meio mais seguro e eficaz de criar proteção contra doenças infecciosas. “Não tomar vacina é expor a si e ao próximo ao risco de morte”. Quem afirma é o professor do curso de Biomedicina da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Aracaju e coordenador do Laboratório Central de Saúde do Estado de Sergipe, Cliomar Alves.

O professor esclarece que as vacinas são obtidas a partir de partículas do próprio agente agressor, sempre na forma atenuada (enfraquecida) ou inativada (morta). “Quando nosso organismo é atacado por um vírus ou bactéria, nosso sistema imunológico de defesa, dispara uma reação em cadeia com o objetivo de frear a ação desses agentes estranhos. Infelizmente, nem sempre essa ‘operação’ é bem-sucedida e, quando isso ocorre, ficamos doentes”, observa Cliomar.

Ele explica que as vacinas entram no organismo para estimular a produção das defesas, por meio de anticorpos específicos contra o “inimigo”. “Elas ensinam o organismo a se defender de forma eficaz. Quando o ataque de verdade acontece, a defesa é reativada por meio da memória do sistema imunológico. É isso que vai fazer com que a ação inimiga seja muito limitada ou, como acontece na maioria das vezes, totalmente eliminada, antes que a doença se instale”, ressalta o cientista.

Sobre a resistência de uma parcela da população a imunização, o professor atenta que com o advento vacinação, houve uma queda drástica na incidência de doenças que costumavam matar milhares de pessoas todos os anos até a metade do século passado – como coqueluche, sarampo, poliomielite e rubéola. Mas, mesmo estando sob controle hoje em dia, elas podem rapidamente voltar a se tornar uma epidemia caso as pessoas parem de se vacinar”, alerta Cliomar.

Risco – O professor deixa claro que quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para aumentar a circulação de doenças. “Tomar vacinas é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte”, adverte o cientista. Ele observa ainda que o uso amplo das vacinas já disponíveis, pode contribuir de outra forma para acabar com a pandemia: por meio da imunidade coletiva, também conhecida popularmente como imunidade de rebanho.

“Essa imunidade pode ser alcançada quando uma grande parte da população se tornar imune ao vírus, o que reduz drasticamente sua circulação dentro da comunidade. Cientistas britânicos estimaram que, no caso da covid-19, a imunidade coletiva seria alcançada quando aproximadamente 60% da população fosse exposta ao Sars-CoV-2, pela criação de uma resposta imune após tomar a vacina”, ressalta o professor.

Confiáveis

Sobre a confiabilidade das vacinas, Cliomar ressalta que elas são feitas com microrganismos da própria doença que previne. “Por exemplo: a vacina contra o sarampo contém o vírus do sarampo. No entanto, estes microrganismos estão enfraquecidos ou mortos, fazendo com que o corpo não desenvolva a doença, mas se torne preparado para combatê-la se for necessário”, atenta.

O cientista explica que toda vacina licenciada para uso passou antes por diversas fases de avaliação, garantindo sua segurança. Ele esclarece que os imunizantes também passam pela avaliação de institutos reguladores rígidos. “No Brasil, essa função cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Algumas pessoas podem ter efeitos colaterais leves depois de tomarem uma vacina, como dor no local da injeção e febre baixa”, observa o professor

Ele enfatiza que o risco de um adulto vacinado ser hospitalizado ou morrer diminui 90% a 95% passados 35 dias sobre o início da vacinação, segundo estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde de Itália. “O estudo, o primeiro realizado por um país da União Europeia sobre o impacto da campanha de vacinação, teve por base 13,7 milhões de pessoas vacinadas com pelo menos uma dose. Segundo o trabalho, “a partir de 35 dias após o início do ciclo de vacinação há uma redução de 80% nas infeções, 90% nos internamentos e 95% nas mortes”, conclui Cliomar Alves.

Fonte e foto assessoria

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