Aracaju, 20 de outubro de 2021

Apnéia do Sono: Obesidade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da doença

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Professora da Universidade Tiradentes explica como ocorre a apnéia do sono e quais os seus malefícios para a saúde

A associação entre obesidade e distúrbios do sono tem sido observada há muitos anos, e de acordo com a Professora do curso de Medicina da Universidade Tiradentes, Arlete Cristina Granizo Santos, ela pode ser observada tanto em homens quanto em mulheres. Porém, o que diferencia entre os sexos é o período onde existe uma maior susceptibilidade para a apnéia do sono.

Nas mulheres, os fatores predisponentes, com destaque ao aumento do abdome, são mais prevalentes a partir da menopausa. “Nos estudos desenvolvidos nas duas últimas décadas sobre a associação da apneia obstrutiva do sono (AOS)  e seus efeitos no organismo, observou-se que há uma íntima relação dessa condição com a gordura visceral, com a influência da obesidade, sendo uma via de duas mãos. Isso significa que o aumento da gordura visceral pode causar a AOS, assim como a AOS pode influenciar de forma significativa o acúmulo da gordura visceral”, explica Arlete.

A professora afirma que no período pós-menopausa, devido às alterações hormonais, ocorre ganho de peso e aumento do depósito de gordura central na grande maioria das mulheres. O sobrepeso e a obesidade acarretam a diminuição da luz da coluna aérea pelo acúmulo de gordura entre as fibras musculares, aumentando a área de colapsibilidade na faringe, que originará os roncos e a apneia obstrutiva do sono. “Da mesma forma, o ganho de peso, através do volume abdominal maior  pelo acúmulo de gordura, compromete a expansão torácica durante os movimentos respiratórios reduzindo o gradiente de pressão, que leva à colapsibilidade da via aérea superior”.

Arlete reitera que a qualidade de vida é muito afetada pelos distúrbios do sono. “O sono fragmentado como ocorre na AOS, não é reparador, prejudicando a rotina do portador de uma dessas afecções, pelo cansaço frequente, sono diurno excessivo, cefaleia e até depressão. Mais preocupante, é a instalação da síndrome metabólica com riscos danosos à saúde, que culminam com o diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica ou até mesmo um infarto agudo do miocárdio”.

Para evitar os problemas causados pela apnéia e outros distúrbios do sono,a professora indica,inicialmente, uma avaliação médica otorrinolaringológica, a fim de descartar fatores obstrutivos na via aérea superior, que devem ser tratados. Doenças que favoreçam o acúmulo de gordura visceral e desequilíbrios hormonais também devem ser investigados e tratados.

As medidas para uma melhor qualidade do sono precisam ser tomadas, porém com os cuidados para um estilo de vida saudável, como uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos. Evitar o tabagismo e uso de álcool, e o consumo de substâncias estimuladoras como café, chá preto ou chá mate, próximo do horário do sono, para o relaxamento adequado para o sono profundo. “Além disso, é recomendado não fazer refeições noturnas com grandes quantidades de alimento. O ambiente em que dorme é também muito importante. A temperatura e a iluminação devem ser adequadas, e não utilizar celular, computador ou iPad no momento em que se deita para dormir”.

Assessoria de Imprensa

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

Simula Enem aplicado presencialmente em todos polos Preuni
Belivaldo mostra o “dever de casa” que fez nas contas do Estado para “Sergipe avançar”
18 anos do Bolsa Família são destacados pelo deputado João Daniel em sessão da Câmara
Com 6ª alta consecutiva, preço da gasolina já está 12% mais caro nas primeiras semanas de outubro