Aracaju, 20 de outubro de 2021

Risco de contágio de HIV/Aids em mulheres é maior atualmente do que no início da pandemia

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A ocorrência dos primeiros casos de HIV e Aids em mulheres foi detectada desde seu surgimento na década de 80. Porém, o número de infectadas era extremamente inferior ao número de homens que contraiam a doença. Naquela época, a cada 40 homens, uma mulher era infectada e em 2006, 32,8% dos casos notificados foram do sexo feminino. A razão entre os sexos vem diminuindo sistematicamente.

De acordo com Fernanda Santos Diniz, enfermeira e professora preceptora da Universidade Tiradentes, o último Boletim de monitoramento feito na região Nordeste indicou que a cada 23 novos casos de HIV, 10 são mulheres. “Estudos mostram que o que tem contribuído para o aumento no número de casos são as mulheres que só possuem um parceiro fixo e não fazem uma dupla proteção, combinando pílula com o preservativo. Essas mulheres se sentem protegidas por estarem em um relacionamento estável e confiam na fidelidade do parceiro. Existe o medo de quebrar essa confiança e isso contribui para a falta do uso da camisinha que acarreta na infecção com o vírus”, explica.

Esse avanço da epidemia em mulheres heterossexuais, monogâmicas  representam o oposto do considerado desviante dos principais acometidos no início da descoberta da epidemia. O constante aumento de casos também ocorre devido aos aspectos econômicos e socioculturais e coloca este grupo de mulheres em situação de vulnerabilidade.

A professora Fernanda reitera que para quebrar o estigma e o preconceito, é necessário entender a doença como um todo e diferenciar a infecção da Síndrome da Imunodeficiência Humana. Ela ressalta que as pessoas que têm AIDS são portadoras do vírus HIV, porém nem todas que têm o vírus HIV possuem AIDS. Ao ter contato com o vírus HIV, a pessoa desenvolve um processo infeccioso, com sintomas semelhantes infecto virais como febre, cansaço e dor no corpo.

Além disso, com o tempo, esses sintomas desaparecem espontaneamente e o paciente com o vírus HIV pode permanecer assim por muitos anos, sem nenhum sintoma. Quando detectado precocemente e feito o tratamento correto, a carga viral se torna quase indetectável no corpo humano, chegando a não transmitir a infecção pelo HIV por conta do controle da doença e dos hábitos saudáveis.

Mas, a partir do momento que começa a apresentar infecções como candidíase oral, pneumonias e problemas intestinais, significa que há um comprometimento da resposta imune e, nesse caso, demonstra que deixou de ser apenas um portador assintomático para ser uma pessoa com a Síndrome da Imunodeficiência Humana, a AIDS.

A transmissão do vírus ocorre somente em secreções como sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno, o vírus aparece em quantidade suficiente para causar a doença. Para haver a transmissão, o líquido contaminado de uma pessoa tem que penetrar no organismo de outra. Isto se dá através de relação sexual, ao compartilhamento de seringas e objetos injetáveis, em acidentes com agulhas e objetos cortantes infectados, na transfusão de sangue contaminado, na transmissão vertical da mãe infectada para o feto durante a gestação ou no trabalho de parto e durante a amamentação.

Fernanda destaca que a principal forma de prevenção da doença é o uso do preservativo, ou camisinha. Ele é o método mais conhecido, acessível e eficaz para se prevenir da infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). “Existe um preconceito muito grande com relação às pessoas portadoras do HIV. Algumas pessoas ainda têm dificuldade de entender como a doença é transmitida, as formas de prevenção e como diagnosticar o vírus”.

Para obter informações sobre onde encontrar um teste de HIV, consulte o site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Assessoria de Imprensa

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