Aracaju, 19 de outubro de 2021

Projetos sergipanos são aprovados em edital nacional

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Edital da CAPES tem como ponto principal a formação de recursos humanos altamente qualificados e o fomento a pesquisas voltadas ao desenvolvimento social, econômico e tecnológico da região semiárida brasileira

Quatro projetos sergipanos foram aprovados no edital nacional de Apoio ao Desenvolvimento da Região Semiárida Brasileira, a ser financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O edital, que integra o Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PGPD), selecionou 30 projetos em oito estados do Nordeste e mais Minas Gerais. A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica no Estado de Sergipe (Fapitec/SE), parceira da CAPES, fornecerá auxílio financeiro para a execução dos projetos.

O edital tem como ponto principal a formação de recursos humanos altamente qualificados e o fomento a pesquisas voltadas ao desenvolvimento social, econômico e tecnológico da região semiárida brasileira. Para tanto, a CAPES oferece bolsas aos pesquisadores responsáveis pelas propostas selecionadas. Os projetos seguem dois eixos estratégicos, sendo eles Agroindústria e Biotecnologia, ambos com foco no semiárido. Dos quatro projetos sergipanos aprovados, dois fazem parte de cada um dos eixos.

“A aprovação das propostas submetidas por intermédio da Fapitec demonstra a qualidade das pesquisas em Sergipe e seu potencial de projeção nacional. Demonstra também a riqueza do semiárido, sobretudo sergipano, como ponto de partida para iniciativas que mobilizam conhecimento científico, tecnologia, inovação e sustentabilidade”, afirma o diretor-presidente da Fapitec, Ronaldo Guimarães.

Projetos

O projeto intitulado “Processamento integral da biomassa do licuri para fortalecimento da economia circular no semiárido”, sob coordenação da pesquisadora Cleide Mara Faria Soares, foi o primeiro entre os sergipanos selecionados. Segundo a coordenadora, a proposta é focada no uso de materiais oriundos do processamento integral do licuri para obtenção de bioprodutos que possam ser replicados em cooperativas e comunidades.

“Dividimos o projeto em cinco subprojetos de pesquisa que valorizam a economia, ao mesmo modo que prezam pelo rigor científico, tendo alto valor estratégico à ciência e à produção de derivados do licuri, com vistas a valorizar o processamento integral com a melhoria das condições de vida das pessoas da região do semiárido”, afirma a professora doutora Cleide Mara, que integra as equipes da Universidade Tiradentes (Unit) e do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP).

Também no eixo de pesquisa de Agroindústria, o projeto “semiáridoFORTE” foi mais um dos sergipanos selecionados. A proposta, de autoria do pesquisador Alberto Wisniewski Júnior, consiste no condicionamento e fertilização do solo do semiárido sergipano empregando biocarvão e derivados, visando o uso racional de água e o desenvolvimento da agricultura.

“O objetivo é propor o uso de condicionadores de solo derivados de resíduos da agricultura e da agroindústria para melhorar a retenção de água e para a disponibilização controlada de nutrientes no solo, e a iniciativa tem previsão de execução em 36 meses”, informa Wisniewski.

Biotecnologia

No eixo de Biotecnologia, o projeto “Transformando recursos genéticos do semiárido em produtos sustentáveis para o agronegócio” é coordenado pelo pesquisador Arie Fitzgerald. A proposta visa, entre outros aspectos, desenvolver bioprodutos e multiplicar e conservar recursos genéticos partindo do estudo de espécies como plantas aromáticas, fungos e carneiros.

“Esperamos criar inovações tecnológicas para suprir as necessidades do homem do campo, ampliando seu conhecimento sobre o uso de produtos biotecnológicos a partir de recursos genéticos do semiárido, no intuito de garantir ganhos e gerar o mínimo de impacto no ecossistema. Esse conhecimento será divulgado em toda a comunidade científica, e seus produtos, patenteados”, explica Fitzgerald.

Intitulado “Desenvolvimento de bioformulações da flora do Semiárido para tratamento de lesões cutâneas”, o quarto projeto sergipano aprovado é coordenado pela pesquisadora Tatiana Moura. Durante a execução desta proposta, plantas medicinais nativas em Sergipe serão utilizadas na produção de formulações com finalidade cicatrizante. Estas formulações serão produzidas e testadas, para verificar sua possível ação benéfica no processo de cicatrização de feridas abertas ou causadas por leishmaniose.

Após a divulgação dos selecionados, os projetos seguiram para assinatura dos acordos de cooperação. No total, foram aprovadas 17 propostas na área de Biotecnologia e 13 no eixo de Agroindústria.

Foto: Ascom/Supec

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