Aracaju, 19 de outubro de 2021

SE é o estado com maior percentual de empresários com queda de faturamento com 83% dos donos de pequenos negócios

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Mesmo com a edição dos decretos que flexibilizaram o funcionamento do comércio e do setor de serviços, a economia sergipana ainda está longe de se recuperar dos impactos causados pela pandemia. É o que revela a décima segunda edição da Pesquisa de Impacto da Covid-19 sobre os pequenos negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas entre o final de agosto e início de setembro.

Segundo o estudo, 83% dos empreendedores locais relataram que o faturamento mensal ainda está menor que o registrado no período pré-pandemia. É o índice mais alto entre todos os estados da federação pesquisados. Isso representa um crescimento de dois pontos em relação ao levantamento realizado no mês de junho.

Essa queda na entrada de recursos no caixa das empresas foi em média de 52% em setembro, praticamente o mesmo percentual indicado na pesquisa feita em junho, quando os empreendedores relataram uma diminuição de 53% no faturamento. Essa perda de receitas também foi a maior entre todas as unidades da federação.

Os setores mais prejudicados, de acordo com o levantamento, são os de economia criativa (queda de 64% no faturamento), turismo (- 48%), artesanato (-47%) e beleza (-41%).

Queda na inadimplência

A pesquisa mostrou ainda que diminuiu o índice de empresários que relataram ter buscado empréstimo desde o início da crise. No levantamento feito em junho esse percentual era de 51%, contra 39% no levantamento mais recente. A taxa de sucesso desses pedidos se manteve praticamente estável, com 61% dos empreendedores conseguindo os recursos, um ponto percentual a mais que o indicado na pesquisa anterior.

Apesar desses indicadores negativos, o estudo sinalizou que houve uma redução considerável na inadimplência dos empreendedores. O percentual de empresários que possui dívidas e empréstimos em atraso caiu de 39 para 25% entre os dois levantamentos. Já o índice de donos de pequenos negócios que possui débitos e estão em dia com esses compromissos subiu de 23 para 35%.

Um outro ponto positivo indicado pelos empreendedores é em relação ao processo de retomada da economia. Eles apostam que serão necessários agora 14 meses para a situação voltar aos níveis pré-pandemia. Na pesquisa anterior essa expectativa era de 21 meses.

Apesar do otimismo, o estudo também mostrou um outro dado preocupante. 60% dos empreendedores disseram que ainda tem muita dificuldade para manter o negócio em funcionamento. No estudo realizado em junho esse percentual era de 62%.

Em relação às vendas realizadas no Dia dos Pais, 65% dos empresários disseram elas foram piores que as registradas no ano passado.

Foto assessoria

Por Wellington Amarante

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