Aracaju, 20 de outubro de 2021

A importância do acompanhamento psicológico nas corporações militares

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O blog Espaço Militar publicou hoje (13) o caso de um Sargento da PMAL, que surtou, e tentou agredir colegas de farda, os quais tiveram que disparar na perna do militar surtado, sendo o mesmo atingido na virilha, socorrido ao Hospital Geral do Estado, em Maceió, vindo a falecer posteriormente (http://www.espacomilitar.com/2021/10/sargento-da-pmal-surta-e-baleado-na.html).

Não é de agora que se busca um melhor acompanhamento psicológico para os militares sergipanos e de todo o Brasil, visto que, a verba disponibilizada para investimento na área psicossocial é muito pouca, fazendo muitas vezes um “arremedo de atendimento”, ou até mesmo fazer convênios para que militares possam ter esse suporte, fora da corporação, citando o bom exemplo do caso do Batalhão da Restauração, situado em São Cristóvão/SE, que atende gratuitamente também a policiais e bombeiros militares, que necessitam do apoio que não encontram nas corporações.

Segundo estudo coordenado pela psicóloga e professora Maíra de Souza Nogueira, do Centro Universitário de Várzea Grande, localizado no Estado do Mato Grosso, identificou que:

“Independente da área de atuação profissional, a identificação de agentes estressores que propiciam futuros problemas psíquicos no trabalhador pode ocorrer em qualquer esfera do âmbito organizacional, visto que, são os estímulos físicos e psicossociais presentes no ambiente que podem impactar negativamente na saúde do indivíduo.

No caso dos policiais e bombeiros militares, esses estímulos aparecem com frequência em seu dia-a-dia. Esses profissionais estão sob grande carga de tensão, além do desgaste emocional e físico, pois além de terem que dar conta desse desgaste pessoal, ainda precisam se envolver no sofrimento alheio, de pessoas que precisam de seus serviços, no caso a população.

A cultura militar e sua estrutura estão consolidadas sob dois alicerces: hierarquia e disciplina. Danos físicos e psíquicos acabam sendo considerados apenas parte da rotina, visto que as organizações militares são ambientes de autoritarismo, submissão e muita das vezes, abuso de poder.

Não é difícil entender que se trata de uma categoria profissional bastante vulnerável à produção de sofrimento psíquico, visto que o exercício do trabalho é marcado por uma rotina em que a tensão e os perigos estão sempre presentes. É também dentro das organizações que se estabelecem as relações sociais, relações essas que também são responsáveis pelo prazer ou sofrimento psíquico dos trabalhadores.

Por serem profissões em que o profissional precisa estar disposto a se doar pelo outro, uma gama de sentimentos os envolve, como: aflição, estresse, preocupação, ansiedade, angústia, etc. Como consequência, estão submetidos às possibilidades de desenvolverem alguma das síndromes do meio laboral”.

Para o blog Espaço Militar e para a ASPRA/SE (Associação de Praças Policiais e Bombeiros Miliitares de Sergipe) está mais do que na hora dos governantes e gestores levarem o problema a sério, e realmente fazerem uma avaliação da tropa periodicamente, com o objetivo de detectar problemas psicológicos nas tropas, até porque, militares terem acesso a suportes sociais em específico, o psicológico, não é uma questão de privilégio, ou de gasto dispensável do Estado, é uma necessidade imediata.

Matéria do blog Espaço Militar através do advogado Márlio Damasceno

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