Aracaju, 20 de outubro de 2021

Parlamentares do Cidadania propõem investigações por mera conveniência política

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

O senador Alessandro Vieira e o deputado estadual Georgeo Passos, ambos do Cidadania, já propuseram, respectivamente, a instauração de investigações para apurar supostas práticas de ‘rachadinha’ no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro e na Fundação Renascer.

Apesar dessa disposição de investigar casos que envolvem adversários políticos, Alessandro e Georgeo ignoram convenientemente a escandalosa denúncia de desvio de recursos públicos que envolve Samuel Carvalho, deputado estadual do Cidadania acusado de embolsar parte dos salários de assessores de seu gabinete parlamentar.

Em 5 de julho, horas após o UOL divulgar uma série de reportagens com áudios inéditos de uma ex-cunhada de Bolsonaro, que acusa o agora presidente de desvio de salários de assessores parlamentares, Alessandro defendeu a instalação de uma CPI para apurar o que, segundo ele, seriam “fatos de notável interesse público”.

No mês seguinte, o deputado Georgeo Passos anunciou, na tribuna da Assembleia, que acionaria o Ministério Público do Estado para que o órgão investigasse denúncias de suposta ‘rachadinha’ que teria sido praticada por servidores da Fundação Renascer, órgão vinculado ao governo do Estado.

No Senado, para justificar a criação da CPI da Rachadinha, Alessandro destacou que as reportagens estavam “lastreadas em áudios que apontam detalhes do que se dizia no círculo íntimo e familiar do então Deputado Federal [Jair Bolsonaro]”. O mesmo ocorre com a denúncia relacionada a Samuel, a qual inclui áudios de parentes da esposa do deputado.

Georgeo, por sua vez, mostrou-se interessado em “saber para onde ia” o dinheiro que teria sido supostamente arrecadado a partir do esquema conhecido como rachadinha. “Isso é grave”, bradou o deputado ao defender a atuação do Deotap e do MPE “para que isso não se repita mais na Fundação”.

Entretanto, esse mesmo ímpeto para investigar ‘rachadinhas alheias’ não é demonstrado por Alessandro e Georgeo, que presidem os diretórios estadual e municipal de Ribeirópolis do Cidadania, respectivamente, quando a denúncia recaí sobre “um dos seus”, o Samuel Carvalho, que comanda o diretório do partido em Nossa Senhora do Socorro.

Esse comportamento ‘tigrão’ com adversários, ‘tchutchuca’ com aliados, evidencia o oportunismo político das investigações propostas pelos parlamentares do Cidadania, que, ao tempo em que comemoram a criação da CPI da Covid na Assembleia, ainda que sem fato definido a ser investigado, omitem-se vergonhosamente de cobrar a devida apuração da denúncia de peculato envolvendo um correligionário.

Por. Nélio Miguel Jr – Imprensa 24h

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

Simula Enem aplicado presencialmente em todos polos Preuni
Belivaldo mostra o “dever de casa” que fez nas contas do Estado para “Sergipe avançar”
18 anos do Bolsa Família são destacados pelo deputado João Daniel em sessão da Câmara
Com 6ª alta consecutiva, preço da gasolina já está 12% mais caro nas primeiras semanas de outubro