Aracaju, 29 de novembro de 2021

O que é true crime? Entenda o gênero de obras baseadas em crimes reais

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Um gênero de filmes e séries está cada vez mais em evidência no Brasil: true crime. Mas o que é isso? Traduzindo do inglês, o termo significa crimes reais. As obras deste estilo remontam com investigações e depoimentos, muitas vezes inéditos, histórias que mobilizaram as pessoas.

Embora esteja popular, o gênero não é exatamente novo. Você se lembra do Linha Direta? O programa marcou época na TV Globo ao reconstituir crimes reais.

Sejam em formato de podcasts, séries ou filmes, essas narrativas estão despertando muito interesse do público. No Globoplay, por exemplo, estão disponíveis “O Caso Evandro”, que conta a história do menino sequestrado e assassinado no Paraná na década 90, e “Em Nome de Deus”, que mostra as acusações de abusos sexuais envolvendo o médium João de Deus, condenado pelo estupro de centenas de mulheres.

Em entrevista ao podcast “Novela das 9”, durante papo sobre o retorno de “O Clone” ao “Vale a Pena Ver de Novo”Gloria Perez contou os motivos que a levaram a abrir seus arquivos pessoais para uma série documental sobre o assassinato de sua filha, Daniella Perez, ocorrido em dezembro de 1992.

Gloria revelou que só liberou porque a diretora Tatiana Issa, responsável pela produção da HBO Max, se comprometeu a ser fiel aos autos do processo que levaram à prisão de Guilherme de Pádua, ex-par romântico de Daniella na novela “De Corpo e Alma” (1992), e da mulher dele à época, Paula Thomaz.

O corpo da atriz foi encontrado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com 18 estocadas. Eles foram condenados a 19 anos e 6 meses de prisão e soltos após terem cumprido um terço da pena.

A série trará relatos de Gloria, mãe da vítima e autora da novela “De Corpo e Alma”, que tinha os dois no elenco. Também de Raul Gazolla, o viúvo, e do diretor Wolf Maya, além de outros colegas e de profissionais que trabalharam nas investigações. O assassinato da atriz completará 30 anos em 2022.

‘Que façam com seriedade, se atendo ao processo’

 

“Você não pode impedir que histórias públicas sejam contadas”, disse Glória. “Então, já que alguém, em algum momento, iria fazer essa história, prefiro que façam com esta seriedade, se atendo ao que está no processo. Foi por isso que abri meu arquivo para eles. É um compromisso escrito e com autorização da Globo”.

Sobre suas expectativas em relação à série documental, a autora foi categórica. “Espero que faça justiça à minha filha”, disse ela, completando que não autorizou algo encenado por atores, como aconteceu recentemente no filme sobre o Caso Richthofen. “Jamais admitiria. Essa história é para documentário”

“Essas pessoas não foram condenadas à toa. Elas foram condenadas por homicídio duplamente qualificado porque existiram provas suficientes para que isso acontecesse. Só que essa narrativa nunca foi feita. Aliás, de uma maneira geral, ela nunca é feita em caso nenhum. Depois do julgamento, a imprensa não se interessa mais por aquele caso.”

Por Gshow — Rio de Janeiro

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