Aracaju, 28 de novembro de 2021

Pacientes curadas do câncer de mama devem ter acompanhamento

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Há muito tempo, o diagnóstico do câncer de mama não é mais considerado uma sentença de morte. Com os avanços da medicina nas últimas décadas, a cura para a doença passou a ser uma realidade cada vez mais frequente, inclusive, com tratamentos menos agressivos e mais adequados a cada estágio da doença.

O oncologista cooperado Unimed Sergipe,  William Giovanni Soares, explica que o tratamento mudou muito nos últimos anos. “Muitos avanços ocorreram nas últimas décadas quanto ao tratamento do câncer de mama. Saímos de uma fase em que o único tratamento disponível era a cirurgia radical, para uma era de terapias mais individualizadas. Atualmente, após o diagnóstico de um câncer de mama, devemos reconhecer em que estágio a doença se apresenta. Em regra geral, quanto mais inicial o diagnóstico, menos agressivo será o tratamento e maiores serão as possibilidades de cura”, afirma  William.

De acordo com o oncologista, além do estágio em que a doença se encontra é avaliado pelo exame físico e por exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia, ressonância e outros. Também são utilizados exames moleculares e genéticos para avaliação de qual o subtipo de câncer de mama existente e qual seu risco de retornar. Com essas informações, os médicos podem oferecer o tratamento ideal e com as maiores chances de cura, utilizando os diversos tipos de cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e radioterapia disponíveis.

“Diante do diagnóstico de um câncer de mama, o tratamento que oferece as maiores possibilidades de cura é o cirúrgico. Em alguns casos, realizamos quimioterapia ou hormonioterapia antes da cirurgia, com o intuito de reduzir o tumor e tornar a cirurgia mais conservadora de mama e com menores riscos de retorno do câncer. Assim, o tratamento cirúrgico será sempre preferencial. No entanto, pode-se optar por um tratamento não cirúrgico, com hormônio, quimio e imunoterapia nos casos em que a doença se apresentar muito avançada e com metástases em outros órgãos ou quando a paciente apresentar outras doenças que não permitam a realização da cirurgia com segurança”, esclarece o médico oncologista.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é de que mais de 66 mil casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil em 2021.  O câncer de mama também acomete homens, porém a incidência é bastante rara,  representando apenas 1% do total de casos da doença. No ano de 2019, 18.295 mortes pela doença foram registradas no país, sendo 18.068 mulheres e 227 homens.

Tratamento

O tratamento do câncer de mama pode ter duração muito variada e dependente de vários fatores, como estágio, o subtipo da doença, o tipo de cirurgia realizada e as condições clínicas da paciente.

“Em pacientes com tumores muito iniciais e de baixa agressividade, a cirurgia pode ser suficiente e o tratamento ser bastante rápido. Em outros casos, pode ser necessário receber radioterapia após a cirurgia, acrescentando cerca de um mês ao tratamento. Por outro lado, em pacientes com tumores chamados luminais, ou seja, aqueles que apresentam expressão de marcadores hormonais, o tratamento é mais longo, principalmente pela necessidade de realizarmos hormonioterapia, que tem duração de cinco a dez anos. Mas nesses casos estamos falando do uso domiciliar de um comprimido ao dia”, afirma o oncologista.

Segundo o médico, o tratamento do câncer de mama é sempre multidisciplinar, desde o diagnóstico. Porém, depois de concluída a etapa do tratamento, é fundamental que seja planejado o acompanhamento da paciente. Após a cirurgia e a terapia oncológica, pode haver necessidade de atuação de diversos profissionais, como fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, profissional de Educação Física e outros.

Este acompanhamento multidisciplinar tem objetivo de reduzir quaisquer restrições que o tratamento tenha imposto e ajudar a prevenir uma eventual recidiva da doença. “Na maior parte das vezes, a mulher seguirá uma vida normal depois do tratamento, realizando exames periódicos e consultas de acompanhamento por toda sua vida. Nos primeiros cinco anos, as consultas médicas serão mais frequentes e depois disso, na maioria dos casos, serão anuais”, pontua William.

Embora o tratamento do câncer de mama seja eficaz, o reaparecimento da doença pode acontecer.Por este motivo, o médico cooperado reforça que, mesmo após o tratamento e a cura, é necessário que a paciente mantenha o acompanhamento e adote hábitos de vida mais saudáveis.

“Toda mulher que teve um diagnóstico de câncer de mama e realizou o tratamento deve continuar seu acompanhamento médico, realizando consultas e exames frequentes. Esse risco será menor, quanto mais inicial e menos agressivo for o tumor. Porém, as mulheres que têm mutações hereditárias de alguns genes, que são a minoria dos casos, podem ter maior risco de recidiva da doença, tanto na mesma mama, como na outra mama. Também está comprovado que o ganho de peso após o tratamento eleva o risco de retorno da doença. Por isso, além das consultas e exames periódicos após o tratamento, sempre é tempo de se adotar hábitos de vida saudáveis, praticando atividade física, evitando bebidas alcoólicas em excesso, mantendo uma alimentação saudável e o peso dentro do ideal”, completa o médico.

Fonte e foto assessoria

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