Aracaju, 28 de novembro de 2021

Imagino que já conheçam a parábola da Galinha Depenada

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Imagino que já conheçam a parábola da GALINHA DEPENADA, mas vale a pena relembrar.

Pois bem…

“Em uma de suas reuniões, Hitler pediu que lhe trouxessem uma galinha.

Agarrou-a forte com uma das mãos, enquanto a depenava com a outra. A galinha, desesperada pela dor, quis fugir, mas não pôde. Assim, Hitler tirou todas as suas penas, dizendo aos seus colaboradores:

“Agora, observem o que vai acontecer”.

Hitler soltou a galinha no chão e se afastou um pouco dela. Pegou um punhado de grãos de trigo, começou a andar pela sala e atirar os grãos de trigo pelo chão, enquanto seus colaboradores viam, assombrados, como a galinha, assustada, dolorida e sangrando, corria atrás de Hitler e tentava agarrar algumas migalhas, dando voltas pela sala.

A galinha o seguia fielmente por todos os lados. Então, Hitler olhou para seus ajudantes, que estavam  totalmente surpreendidos e lhes disse:

“Assim, facilmente, se governa os estúpidos. A galinha me seguiu, apesar da dor que lhe causei. Tirei-lhe as penas e a dignidade, mas, ainda assim ela me segue em busca de farelos.”

Sabem por que isso acontece?

SOFRER VICIA!

Segundo a psicanalista Simone Demolinari, um indivíduo submetido a maus-tratos emocionais por muitos anos, perde a autonomia sobre a própria vida e entra num paradoxo pertubardor de desejo e repulsa: racionalmente repudia a situação, mas emocionalmente não consegue se desvencilhar dela. É como um usuário de drogas que sabe que sua vida está descendo ladeira abaixo, mas não consegue largar o vício.

Simone Demolinari  explica que sair dessa prisão, vai muito além da vontade. É preciso empenho para a luta entre duas forças poderosas: a razão, que sabe que a mudança é necessária, e a emoção, que reage contra a decisão como um impulso involuntário.

E conclui:

Alguns conseguem romper o cativeiro quando sua vida já está insustentável, mas outros, incluindo os inteligentes, se mantém na mesma condição da galinha: depenada e vivendo da migalha do próprio algoz.

Então a reflexão para o feriadão é:

No meu contexto de vida, eu sou o Hitler, o colaborador, a  galinha depenada ou o estúpido?

Flávia Felix

Delegada de Polícia

Diretora da Adepol/Se

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