Aracaju, 3 de dezembro de 2021

Arquiteta fala sobre mudanças nos lares durante a pandemia

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A transformação dos espaços de trabalho, descanso e lazer mostraram que uma casa deve ser um local para construir pensando no futuro.

A rotina de pessoas no mundo inteiro foi afetada pela pandemia da covid-19. As restrições necessárias no começo da crise fizeram com que o trabalho fosse levado para dentro de casa. Uma situação nova para várias pessoas, que recorreram à adaptação dos espaços, transformando a moradia em ambientes multifuncionais para trabalho, lazer e descanso.

Segundo a professora de arquitetura da Universidade Tiradentes (Unit), Millena Moreira Fontes, as casas passaram de locais em que se passava pouco tempo a lugares de jornada permanente. “Nossas residências deixaram de ser um espaço de baixa permanência diária. A casa virou local de trabalho, escritório, ateliê, refúgio, descanso, lazer, academia, estudo. Passou a ter que atender a diversas demandas diferentes, e nós tivemos que ressignificar esse espaço em nome, principalmente, da nossa saúde mental e bem-estar”, disse.

Durante esse período, teve quem mudou de domicílio, outros redecoraram ou reformaram a casa e teve quem comprou um imóvel novo. Esse movimento mostrou que o local onde se vive não precisa ser tratado como temporário, e sim como o retrato de um estilo de vida e do futuro que se anseia construir. Nessa ressignificação, a arquitetura foi uma grande aliada.

“É nesse ponto que entra o profissional da arquitetura para poder organizar um espaço saudável e funcional. O nosso lar também passou a nos surpreender, por exemplo, ajudou a descobrir um hobby novo, como cozinhar. A alimentação caseira e a descoberta de novos sabores como forma de recompensa por um dia cheio no home office. Outro ambiente interessante é a varanda, visto que 2020 foi um ano praticamente vivido da janela e das vistas de nossas varandas”, acrescentou a professora.

Reorganização

Millena explicou que a reorganização dos espaços ajuda o cérebro a se adaptar melhor a uma nova atividade ou rotina, por isso deve-se ter em mente o objetivo. “Primeiro, pense no tema. É estudo? Trabalho? Atividade física? Faça uma lista de mobiliários essenciais para atender às suas necessidades. Depois, acrescente objetos que imprimam a sua personalidade e transforme esse espaço”, indicou.

Ambientes de trabalho

Para um quarto que será usado para trabalho, é essencial usar itens de escritório condizentes com as necessidades da função, mas é possível fazê-lo com criatividade, personalidade e afetividade. “Separe mesa, cadeira, tomada, luz, computador, telefone, mural de avisos, coloque plantas, fotos do seu pet ou família, coloque obras de artes de que gosta, cafeteira e água”, destacou.

A professora chama a atenção para que esse ambiente seja utilizado somente no horário de trabalho. “Ao final do turno, deixe todos os materiais onde estavam, saia do cômodo e deixe a porta fechada. Não esqueça de deixar o telefone do trabalho também no cômodo. E, se o seu telefone pessoal é o mesmo do corporativo, pense bem sobre a opção de comprar um novo chip”, recomendou.

Ambientes de estudo

Para os ambientes de estudo, as orientações são, principalmente, voltadas para a iluminação correta, que, de acordo com Millena, é a luz branca.

“Procure um cômodo, espaço ou horário no qual tenha silêncio em casa. Ter uma cadeira ergonômica e acolchoada, mesa, tomada elétrica, computador ou outro aparelho tecnológico, luz adequada (branca, a luz branca nos provoca atenção e auxilia no trabalho), os demais são detalhes. O importante é o canto ser seu e você só acessá-lo nos horários que estabeleceu para estudo. A ideia é que se faça a divisão nítida dos espaços”, explicou.

Faça você mesmo

É possível fazer adaptações com as próprias mãos. “A pandemia também nos trouxe a aproximação do como se faz as coisas ou o conhecido ‘DIY’, que é o do it yourself, literalmente ‘faça você mesmo’. Algumas mudanças, como pintura de paredes, troca de luminárias, cortinas e redecoração, podem ser feitas com a consultoria da internet ou, se possível e recomendado, de forma on-line, com um profissional da arquitetura”, sugeriu a professora.

Antes de pensar em qualquer mudança, procure um arquiteto para ajudar, principalmente com a ergonomia dos móveis. Se não tiver cuidado, uma posição errada em frente ao computador, por exemplo, pode sobrecarregar os músculos e articulações, causando dores ou problemas de saúde mais graves.

Assessoria de Imprensa

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