Aracaju, 25 de janeiro de 2022

Pressão Estética: a pandemia mudou a forma como nos enxergamos?

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“Quando as pessoas passaram a se enxergar e também tinham mais tempo para olhar para o interior, começaram a ter reflexões sobre quem elas são e como elas querem ser vistas”, explica Shirlei dos Santos, professora da Universidade Tiradentes

A pressão estética está relacionada à pressão social para que as pessoas se adequem, a todo custo, aos padrões de beleza. Esses padrões são impostos através da mídia, figuras públicas, celebridades e personagens fictícios sempre representados por pessoas brancas, com cabelos lisos e medidas corporais enquadradas numa tabela ditaram uma forma de padronização que aprisionou – e aprisiona – milhares de mulheres, em uma constante busca por corpos e aparências irreais ou não naturais.

De acordo com Shirlei dos Santos Campos, professora de Imagem Pessoal e Visagismo no curso de Estética e Cosmética na Universidade Tiradentes, a pandemia mudou, de certa forma, a visão que algumas pessoas tinham sobre si mesmas. “Quando as pessoas passaram a se enxergar e também tinham mais tempo para olhar para o interior, começaram a ter reflexões sobre quem elas são e como elas querem ser vistas”.

“Mudar nossa concepção sobre não ser algo legal e admirável se encaixar em padrões  e perceber que cada indivíduo é único e deve ser visto e respeitado como tal é fundamental. O  padrão deve ser, na verdade, individual. Chamamos isso de personalização porque é impossível alguém se encaixar em todos os padrões, então alguém sempre acaba sofrendo nessa história, mulheres principalmente”, explica Shirlei.

Do padrão artificial ‘Kim Kardashian’ de curvas ao natural fabricado dos lábios rosados, a utopia do corpo perfeito continua inalcançável e agora é amplificada por meio das redes sociais. “De maneira geral, as pessoas acabam querendo também ter aquela vida ou aquele corpo que é postado nas redes sociais. Tudo acaba ficando mais sofrido nesse momento e atrapalha a consciência de que essa pressão é maléfica e prejudicial”, conta a professora.

Nesse contexto, Shirlei argumenta que existe perspectiva de melhora acerca da problemática dos padrões de beleza, caso as pessoas comecem a buscar recursos para um autoconhecimento. “Quando essa pessoa começa a procurar ajuda emocional através de um  psicólogo é também quando ela  começa a perceber que ele é único. A partir do momento em que essas pessoas começam a se ver de forma diferente e se aceitarem, o resultado disso vai ser social. A sociedade muda a partir do momento em que nós mudamos também, porque nós somos a sociedade”.

Assessoria de Imprensa

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