Aracaju, 27 de janeiro de 2022

Seduc debate metodologias de resgate de estudantes em Encontro Estadual Intersetorial da Busca Ativa Escolar

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A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) realizou na manhã desta sexta-feira, 3, o Encontro Estadual Intersetorial Fora da Escola Não Pode! Busca Ativa Escolar: A hora é AGORA!, por meio do canal do YouTube Educação Sergipe. O público-alvo foram os atores do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGD).

O encontro ocorreu em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), União dos  Dirigentes Municipais de Educação do Estado de Sergipe (Undime) e Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC). O objetivo é compartilhar as práticas e a socialização de experiências, possibilitando o aprendizado com os pares na construção coletiva na mobilização das equipes de Busca Ativa Escolar dos municípios a fim de identificar meninos e meninas, adolescentes e adultos estudantes que correm risco de abandonar ou que já abandonaram as salas de aula.

Para a vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino, somente a articulação entre sujeitos de setores diversos, com diferentes saberes e poderes com vistas a enfrentar problemas complexos, ou seja, por meio da intersetorialidade, é possível assegurar os direitos fundamentais das crianças e adolescentes. “Ao longo da jornada do programa Sergipe pela Infância ouvi uma mãe dizer que se tivesse algumas informações antes teria feito diferente. Então, o nosso desafio é levar a informação certa e a política pública, não como um favor, mas como direito. Enquanto falamos muito sobre o direito, vamos escutá-la e trazê-la para reuniões como esta e conhecer como tem sido a vida dessas mulheres e mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos”, disse.

O superintendente da Seduc, José Ricardo de Santana, ressalta que a escola é um lugar de aprendizagem, mas sobretudo de acolhimento; e diante desse momento de condução das aulas 100% presenciais a Rede Pública Estadual de Ensino oportuniza um ambiente com condições de receber os alunos e oferecer acolhimento. “Nessa linha, a busca ativa escolar tem um papel fundamental, e o nosso interesse é que tenhamos uma rotina de presença escolar para que seja possível não apenas resgatar o aluno, mas também assegurar que ele não se desgarre da unidade escolar”, ressaltou.

Rute Rosendo, coordenadora da Busca Ativa Escolar em Sergipe, explica que a metodologia da busca ativa escolar é social e intersetorial e vem sendo realizada com esforço e cada desafio sendo vencido. “O momento serviu para todos conhecerem o trabalho da Busca Ativa Escolar realizado no ano de 2021 em Sergipe. “Nós continuamos com o trabalho em regime de colaboração com os 75 municípios sergipanos. Não paramos no momento mais crítico da pandemia e não podemos parar agora. Esse é o momento de enfrentar o desafio de manter o vínculo da criança, do adolescente, jovem e adulto com a escola, porque se quebrarmos o vínculo neste momento, fica bem mais difícil reencontrarmos esses estudantes. Certamente essas experiências apresentadas no encontro servem de inspiração para aqueles municípios que estão realizando a implementação da estratégia da busca ativa escolar”.

A consultora da área de Educação do UNICEF Brasil,  Daniella Magalhães Rocha, afirma que Sergipe é um caso de sucesso quando o assunto é busca ativa escolar. “Sergipe é o nosso case de sucesso na Busca Ativa Escolar porque é um estado muito engajado, e encerrar o ano de 2021 que foi tão desafiante conseguindo ver o nível de intersetorialidade que tem alcançado no estado é muito gratificante. Nós falamos sempre que a busca ativa escolar só existe se tivermos um arranjo de colaboração que seja permanentemente repactuado e dialogado com todos os atores, e vimos isso aqui hoje”, salientou.

Verônica Passos faz parte da Comissão da Infância da OAB/SE, na coordenação do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. Segundo ela, o Ministério Público do Trabalho tem desenvolvido o projeto MPT na escola, cuja função é inserir o tema na comunidade escolar a partir da sensibilização e formação de agentes educacionais. “Um dos principais parceiros pelo enfrentamento ao trabalho infantil é o Ministério Público do Trabalho, e como um dos projetos institucionais lançou o MPT na Escola. Com essa parceria firmada com o Governo do Estado e várias prefeituras, esperamos que em 2022 as escolas abracem esse projeto. A iniciativa busca discutir e capacitar professores em relação à problemática da exploração do trabalho infantil. Primeiro nós precisamos conscientizar toda a Rede da importância que é o enfrentamento ao trabalho infantil e não a justificativa e aceitação dele”.

Representando os gestores das diretorias regionais de educação, Gilvânia Guimarães, gestora da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA), abordou a perspectiva da conscientização e informação. “Infelizmente, nós ainda temos uma naturalização e, em alguns momentos, uma romantização do trabalho infantil. É preciso informar para que possamos desconstruir e assim passarmos a ter uma nova cultura de respeito à infância, adolescência e à juventude. Quando falamos dessa pauta é imprescindível que tenhamos políticas de assistência consolidadas em nosso país”, destacou.

Algumas experiências municipais no contexto da busca ativa escolar foram apresentadas. Dentre elas, o gestor político da Busca Ativa Escolar de Itabaianinha, Adailson de Jesus Silveira, exemplificou como o município atua. “O trabalho intersetorial acontece quando temos a soma de esforços, cujo principal objetivo é garantir realmente que as políticas públicas cheguem às crianças e aos adolescentes sem vaidade de que nenhum município ou Estado, bem como nenhuma rede, está se destacando isoladamente. Todos se destacam porque se trata do nosso Estado. Fora da escola não pode, mas para permanecer na escola também tem que acontecer a aprendizagem e ela virá como consequência quando conseguirmos resolver todas as problemáticas que estão no entorno de cada família. Aqui em Itabaianinha nós temos vários braços que não medem esforços para fazer esse trabalho”, relatou.

De acordo com Joilda Menezes, coordenadora de projetos do Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC) e do Selo UNICEF para os estados da Bahia, Sergipe e Minas Gerais, relatou que “nós acreditamos e temos o brilho no olhar quando falamos em selo Unicef, porque já testamos várias edições e sabemos que é uma ação transformadora. Atingimos 100% dos municípios elegíveis ao selo Unicef e foram 2.503 rematrículas que, com certeza, é fruto desse afeto com o qual fazemos esse trabalho. Queremos que nenhuma criança fique invisível aos nossos olhos”, concluiu.

Fonte e foto Assessoria de Comunicação da SEDUC

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