Aracaju, 22 de janeiro de 2022

Na OAB, vice-prefeita integra roda de conversa sobre participação da mulher na política

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Quando se fala em igualdade de gênero, um dos âmbitos em que ela ainda está distante de ser realidade é o da política. Em Sergipe, por exemplo, quase dez municípios não têm nenhuma representatividade feminina no Legislativo ou no Executivo, o que reflete os obstáculos enfrentados pelas mulheres para ingressar nessa área.

Foi para debater esse tema que a vice-prefeita de Aracaju, Katarina Feitoza, participou de uma roda de conversa na Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), na tarde desta quinta-feira, 9.

Ao lado de mulheres que ocupam espaços na política e em outros nichos, ela falou sobre os próprios desafios que enfrentou até chegar à vice-prefeitura de Aracaju. “Sabemos de nossa capacidade, mas a representatividade serve exatamente para provar que é possível, porque ao longo dos anos tentaram colocar na nossa cabeça o contrário”, disse Katarina.

Delgada de carreira, ela contou que ao entrar na Academia de Polícia, já percebia como o machismo está enraizado em tudo. “Hoje vejo como normalizam muitos comportamentos, pois com um filho pequeno, eu tinha que sair para amamenta-lo, e meus colegas homens não tiveram que passar por isso, por exemplo. Então, nós enfrentamos uma corrida de obstáculos na qual para as mulheres há muito mais desafios do que para os homens”, resumiu a vice-prefeita.

Para Katarina, esse tipo de comportamento precisa ser combatido sempre, de todas as formas. “A gente não pode mais aceitar isso, ouvir e ver certas coisas e ficar calada, seja na OAB, na polícia ou na política. Por isso é que precisamos estar nos postos de comando, no planejar, no legislar e no executar”, sugeriu.

A vice-prefeita se disse honrada e feliz por ter sido convidada para a roda de conversa, pois acredita que quanto mais o tema é debatido, mais os tabus são quebrados. “É muito bom estar ao lado dessas mulheres maravilhosas, defender nossos direitos e o direito de exercê-los”, ressaltou Katarina Feitoza.

A vice-presidente da OAB/SE, Ana Lúcia Aguiar, reiterou que é chegado o momento de mulheres ocuparem os espaços políticos e de gestão institucional, e que a melhor forma para trilhar esse caminho é reconhecendo naquelas que já estão nesses espaços a inspiração.

“Precisamos nos dar as mãos e nos reconhecer em quem já ocupa esses espaços. Temos que nos valorizar e incentivar umas às outras”, destacou. Adélia Pessoa, advogada e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB/SE, concorda.

“A participação política não se refere apenas ao Legislativo ou ao Executivo. Precisamos entender que ela pode começar nos sindicatos, nas associações de moradores, no condomínio, liderando empresas, etc. Somos maioria na advocacia do Brasil, somos maioria no eleitorado, mas nos espaços de poder, somos maioria?”, questiona.

Infelizmente, a resposta a essa pergunta ainda é “não”. Mas, para a vice-prefeita, debates como esse provam que a mudança está em curso. “Todas nós aqui sentimos na pele os obstáculos que enfrentamos ao ocupar espaços de poder que a sociedade insiste em entender que são pertencentes aos homens. Não são, e cabe a nós também lutar para mudar esse cenário, de forma que tenhamos ambientes, sejam eles públicos ou particulares, menos desiguais e cada vez mais oportunos para nós mulheres”, ressalta a vice-prefeita.

Foto: Jamisson Souza

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