Aracaju, 19 de janeiro de 2022

Alesta: Prevenção e cuidados podem inibir o câncer de boca

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin

Hábitos como fumo, ingestão de álcool e falta de higiene agravam o processo, que pode levar à quimioterapia

Se descoberto precocemente, o câncer de boca tem altas possibilidades de cura. O Instituto Nacional do Câncer (INCA), prevê que surjam, até 2022, mais de 11 mil casos da doença em homens e mais de 4 mil casos em mulheres. O coordenador do Curso de Odontologia do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Aracaju, Murilo Oliveira, alerta sobre os fatores de risco, formas de prevenção e tratamentos.

O professor esclarece que o câncer de boca se apresenta, geralmente, com várias lesões na cavidade oral, que podem ser reconhecidas numa simples consulta de rotina. O professor esclarece que a patologia tem várias causas e pode ser considerada uma das mais perigosas formas do câncer. “O fumo e o álcool são fatores de risco que podem agravar a situação das pessoas acometidas pelo câncer ou podem causar a doença. Além disso, as próteses mal adaptadas, exposição ao sol sem proteção e diagnóstico tardio podem agravar o problema”, atenta Murilo.

Ele alerta que é necessário observar as lesões que possam surgir na cavidade oral e que demorem para desaparecer, alertando que o prazo para a cicatrização desses ferimentos ou lesões é de 15 dias, para que esses agravantes não tomem a forma ulcerativa. O cirurgião dentista faz um alerta para a observação dos sinais que podem ser avermelhados ou esbranquiçados. “A falta de higiene bucal, mesmo não sendo causa direta do câncer contribui para que ele ocorra. O autoexame indica rapidamente o diagnóstico precoce”, orienta.

Murilo explica que o autoexame é muito importante, devendo a pessoa ir para a frente do espelho na tentativa de identificar um caroço que não diminui e vai aumentando gradativamente. “A partir daí, é necessário procurar a ajuda de um dentista com urgência. A confirmação das suspeitas exige a realização de exames histopatológicos. Tendo o diagnóstico fechado, e confirmada a doença é necessário começar de imediato o tratamento medicamentoso”, enfatiza o professor.

Quimioterapia – O odontólogo alerta que caso a lesão venha a evoluir para um câncer, será necessário o início do tratamento de quimioterapia, radioterapia ou ainda uma intervenção cirúrgica. “É preciso saber que o câncer de boca possui diversas tendências e que o mais agressivo é o Carcinoma de Células Escamosas, que atinge 90% das pessoas acometidas pela doença”, alerta o especialista.

Foto divulgação

Por Suzy Guimarães

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Leia também

Operação policial para combater os jogos de azar termina com a prisão de 20 pessoas no município de Itabaiana nesta quarta
Universidade Federal vai exigir comprovante de vacinação para comunidade acadêmica
Prefeito de Salgado lamenta fechamento de fábrica e garante lutar por mais empregos
E-mail com alerta sobre pesquisa de intenção de voto para 2022 é falso, diz MPF/SE