Aracaju, 27 de janeiro de 2022

Cauã Reymond: “Descobri durante a novela que minha mãe foi adotada”

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Aos 41 anos Cauã Reymond vive um momento de plenitude. Basta bater um papo com ele que já se percebe como ele gosta de conduzir suas conversas: com sorriso largo e franco.

Protagonista de “Um Lugar ao Sol”, atual novela das 9 da TV Globo, o ator fala sobre a carreira, bem-estar e família. “A pandemia está sendo uma fase de aprendizado, como eu acredito que esteja sendo para todos. Refleti muito sobre gratidão. Ser grato e tentar ajudar ao máximo as pessoas a minha volta. É um novo processo, um momento de aprendizado, de encarar essa situação da melhor forma possível e buscar crescer dentro disso.”

Na trama, assinada por Lícia Manzo e dirigida por Maurício Farias, coube a Cauã os papéis dos gêmeos Christian e Renato. Na etapa inicial de história — antes da morte de Renato -‘ coube a Pável Reymond ser dublê do próprio irmão. O jovem também ganhou uma participação na história como o manobrista Josias.

O trabalho ao lado Pável fez fortalecer a relação família. De acordo com ator, era sonho da mãe deles, a astróloga Denise Reymond que morreu no início de 2019 depois de meia década lutando contra um câncer, vê-los trabalhando juntos

O atual desafio profissional fez com que Cauã tivesse maior contato com suas origens. Ele soube que a mãe fora adotada ainda criança. “Descobri durante a novela que minha mãe foi adotada em uma circunstância muito triste. Perdeu a irmã por desnutrição e então a família decidiu entregá-la para alguém. Passou de mão em mão até chegar à minha avó. A novela me fez pensar sobre a realidade dela. A história de um dos irmãos em busca de oportunidades me fez lembrar sua trajetória. Isso foi muito forte para mim.”

Vogue: Você protagoniza novela das 9, a primeira totalmente inédita desde o início da pandemia e aguardada com grande expectativa pelo público. Como foi o processo de gravações em meio aos novos protocolos?
Cauã Reymond: 
Com a pandemia, muitos protocolos sanitários foram criados e aperfeiçoados ao longo das gravações. O resultado disso foi uma trama gravada em ritmo lento e isso deixou as gravações mais dramáticas, mas também beneficiou a equipe. Com menos gravações por dia, alcançamos uma qualidade que não conseguiríamos numa novela normal, não por falta de mérito da equipe, mas pelo ritmo que as novelas costumam ter.

V: Vocês ja terminaram as gravações?
CR: 
Pela primeira vez, gravamos uma novela por completo antes de ela estrear, com isso, perdemos o retorno do público ao longo da trama, o que impossibilita alguns ajustes de cena. Foi um processo diferente, mais ou menos como filmar um longa ou uma série.

V: Você interpreta gêmeos. Como já havia feito a minissérie ‘Dois Irmãos’, não é a primeira vez que experimenta a chance de ter dois personagens na mesma trama. Qual o maior desafio?
CR:
 O texto da Lícia me ajudou muito, apontando caminhos sólidos para interpretar os dois irmãos. Além disso, construí junto com o Maurício [Farias] essa saga. Foi um trabalho em que gravamos com muito cuidado, muita troca de ideias. É, sem dúvida, o papel mais difícil da minha carreira, tanto pela complexidade dos personagens quanto pelo fato de um assumir o lugar do outro.

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