Aracaju, 27 de janeiro de 2022

Processo político complicado

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Diógenes Brayner[email protected]

Partidos de oposição, à exceção do PT, estão trabalhando para a montagem de chapas que elejam deputados estaduais e federais, assim como candidatos ao Governo e Senado. Percebe-se que essas siglas atuam com lentidão. Acham que há tempo para formar composições e preparar nomes que possam chegar à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, mas não há sinais de que atuam junto ao eleitorado para, pelo menos, mostrar que podem precisar dos seus votos. Lógico que tem um ou outro que se atrevem a fugir desse comportamento, provavelmente exigido pela tendência partidária, mas é um estilo de fazer política que não mexe com o sentimento popular e nem revelam para que vieram.

Embora seja uma oposição sem agitos e desprovida do sentimento de mobilização, faz um trabalho de conscientização da necessidade de não cometer ilícitos, de ter uma boa índole, de lutar por um comportamento sóbrio para promover mudanças que, de todas as formas, destoa de tudo o que se pratica na política eleitoral, que tem a finalidade o poder com serenidade. Lógico que teoricamente seria o mais correto, mas a impressão é que o eleitor prefere um nome que agite a multidão e se exceda nos abraços e beijos, mesmo que admitam depois a prática de excessos. Ninguém discute que mudar é preciso, mas nos tempos de hoje, ainda retrógrados quando se refere à postura do caça-votos, estilo acomodado tem maior dificuldade em ganhar a simpatia do eleitor.

Já está incutido na cabeça do eleitor, que política é festa, é música, é carreata para mostrar intimidade com quem vai às urnas. Mas é também a boa conversa ao pé do ouvido, a reunião na madrugada para fechar currais, além do compromisso com as chamadas lideranças que podem assegurar uma votação fechada a um candidato. Os programas eleitorais exibidos nas rádios e TVs podem até mudar o pensamento de uma parte mais preparada do eleitorado, principalmente na classe média, mas não altera tudo o que fora acertado nas noites longas em que os bons entendimentos são sacramentados.

Claro que acontecem exceções, mas são muito raras. Atualmente o senador Alessandro Vieira (Cidadania) simbolizou isso e teve uma atuação parlamentar distinguida durante a CPI da Covid. Seu comportamento e experiência mostraram a sua eficiência na apuração dos fatos e isso chamou a atenção para uma provável candidatura a presidente, dentro de uma terceira via. Bela distinção, claro, mas até o momento ele não influenciou junto ao eleitor de todo o País, o que pode fazê-lo recuar, como já publicou setores da mídia em Brasília. Mas enquanto ele não anuncia a desistência do Planalto, integrantes do seu partido e de outros que devem compor com o dele, estão à espera para por o bloco na rua, mas só a partir do próximo ano, como tudo dependesse de sua opção de disputa.

Caso realmente ele abandone a ideia de enfrentar Lula, Bolsonaro, Moro, Ciro e outros que estão nessa roda viva, deve ser o candidato a governador em Sergipe, fazendo composição com outras legendas, que ainda não estão em campo. É claro que tudo ficará muito complicado porque a menos de um ano do pleito, não dá mais para refazer a consciência da mudança e nem colocar em prática o refrão da nova política, que se caracteriza por uma visão absolutamente menos atrativa em todos os sentidos.

Oposição deita e rola

Segundo alguns vereadores, está havendo um clima tenso entre o presidente da Câmara Municipal, Nitinho Vitale (PSD), e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT).

*** Quem está comemorando isso é a oposição, que vem aprovando uma série de emendas que preocupa o prefeito Isso jamais aconteceu.

*** Um vereador confidenciou que há manobras para as aprovações das emendas, que podem prejudicar o prefeito Edvaldo Nogueira.

Luciano quer participar

O presidente da Assembleia, Luciano Bispo (MDB), deixou claro, durante a reunião da base aliada, que quer participar da chapa majoritária.

*** Ele acha que merece e que ajuda a eleger todos os membros da chapa.

*** Luciano considerou que a reunião foi muito boa, principalmente porque ficou claro que ninguém deixará o bloco em caso de não ser o escolhido.

Laércio e o Senado

O nome do deputado federal Laércio Oliveira (PP) teria crescido para o Senado, no bloco aliado, depois de sua fala durante a reunião na segunda-feira.

*** Laércio admitiu que sentiu esse crescimento, mas deixou claro que está pronto para a disputa, mas seguirá a orientação do grupo de manter a absoluta unidade e apoiar qualquer dos nomes que seja escolhido.

PDT aguarda decisão

O presidente do PDT em Sergipe, deputado federal Fábio Henrique, disse que a nível nacional está confirmada a candidatura do Ciro Gomes a presidente da República.

*** Já em Sergipe diz que está conversando com os aliados para formação de chapas para estadual e federal.
*** – Quanto à majoritária, o partido colocou o nome de Edvaldo Nogueira como pré-candidato a governador, aguardando a decisão do grupo, disse.

Espera Alessandro

O Cidadania só vai iniciar composições de chapas – proporcional e majoritária – no próximo ano. Quer avaliar a situação do senador Alessandro Vieira em relação à questão da terceira via.

*** Alessandro não está pontuando nas pesquisas para presidente da República.

*** Não disputando à Presidência, membros do Cidadania desejam que ele seja candidato a governador do Estado.

Composição feita

Está fechada uma composição entre o Podemos e o Cidadania para as eleições de 2022, principalmente com a possibilidade de Alessandro disputar o Governo.

*** Segundo o portal Metrópoles, Alessandro Vieira já abre mão de sua candidatura ao Planalto

*** Nesse caso, a delegada Daniele Garcia, presidente do Podemos, pensa em disputar o Senado, sem descartar a Câmara Federal.

Valadares e Toinho

O presidente do PSB em Sergipe, Valadares Filho, disse ontem que Edna Dória continua presidindo o Diretório do partido em Poço Verde e que seu marido, Toinho de Dorinha é membro da Executiva Regional.

*** Além disso, Toinho de Dorinha tem sido muito correto no projeto político atual do PSB, de apoiar a candidatura de Rogério Carvalho (PT) a governador do Estado.

Um grande amigo

Valadares Filho disse ainda que apesar do ex-prefeito Toinho de Dorinha anunciar que votará na reeleição de Gustinho Ribeiro a deputado federal, “eu e Toinho ainda faremos muito por Poço Verde”.

*** Concluiu dizendo que Toinho é um grande amigo, independente de sua posição política no momento.

Gustinho fica no SD

O deputado federal Gustinho Ribeiro (Solidariedade) disse ontem que não procede a informação de que ele deixará o partido: “Está muito distante da janela para troca de legenda, que acontece em abril”

*** Gustinho disse, ainda, que está tentando construir uma chapa proporcional para deputados estadual e federal dentro do Solidariedade.

Sobre federação

Gustinho Ribeiro disse que a direção nacional do Solidariedade, através de Paulinho da Força, conversa para a formação de uma federação junto com o PT e PSB.

*** Acrescentou que ainda analisa sobre a federação, mas não tem nada definido em relação à eleição a governador de Sergipe.

Albano sobre Alckmin

O ex-governador Albano Franco (PSDB) considerou que foi “muito ruim” a saída do também ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do partido “ruim para a sigla e para ele”, disse.

*** Albano Franco diz que “Alckmin é um político competente e honrado”. Adiantou que hoje faria uma ligação telefônica para ele.

*** Geraldo Alckmin deixa o PSDB e deve ser o vice-presidente de Lula (PT) na disputa pela Presidência da República. Pode se filiar ao PSB

Rogério se solidariza

O senador Rogério Carvalho (PT) se solidarizou com o seu colega Cid Gomes e com o “pré-candidato à Presidência, Ciro Gomes”. Os dois estão sendo processados pela PF, sob acusação de corrupção em 2010.

*** – Nós já vimos este filme de perseguição a adversários e devemos denunciar repetidamente, disse

*** Lembrou que “o ex-presidente Lula (PT), que foi vítima, denuncia. Ele mostra o porquê é um grande líder que inspira e motiva”.

Valdevan candidato

O deputado federal Valdevan Noventa (PL) desmentiu ontem, irritado, que tivesse desistido de ser candidato ao Senado nas eleições de 2022.

*** Perguntado pelo radialista George Magalhães, em seu programa na Sim FM, de Carmópolis, sobre a desistência, Valdevan foi duro:

*** “Quem foi esse mentiroso que soltou essa notícia? Não falei isso e nem minha assessoria tratou desse assunto. Quem falou isso é um vendedor de estórias e mentiras”, disse.

Giro pelas redes sociais

Augusto U – Quem blinda e protege o PGR Augusto Aras para não investigar os crimes e não responsabilizar os criminosos tem nome e sobrenome e se chama: Senado Federal.

Iran Barbosa – Iran defende a negociação como método para discussão da recomposição salarial dos servidores.

Helder Salomão – Bom dia pra quem concorda que Lula é a esperança para um Brasil melhor, mais justo, com emprego, renda, oportunidades e sem fome.

Revista Fórum – Os irmãos Gomes foram vítimas de lawfare, mas Ciro decidiu ir ao Datena atacar Bolsonaro e Lula. O petista, por sua vez, prestou solidariedade a ele.

Uol Notícias – Cúpula da Polícia Federal veta entrevista coletiva e classifica operação contra Ciro como lavajatista.

Antônio U – A sociedade brasileira deve sofrer de síndrome de Estocolmo, pois quer reeleger seus criminosos favoritos.

Hugo Leonardo – No Brasil, Igreja tem partido, Imprensa tem partido, Juiz tem partido,

Militar tem partido, mas o professor tem que ser neutro.

Maria Amélia – Pro Lula ganhar no primeiro turno, teria que levar mais da metade dos votos que Bolsonaro teve. Agora, tu achas que esses votos vão pra ele ou pro Moro?

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