Aracaju, 28 de janeiro de 2022

Em 2021, Prefeitura realizou mais mil apreensões de animais

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A Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), realiza, diariamente, a apreensão de animais de grande porte em condição de rua. Uma vez recolhido, o bicho é levado ao Centro de Apreensão de Animais, localizado no bairro 18 do Forte, zona Norte da capital.

Entre janeiro e dezembro de 2021, 1.067 animais foram retirados das ruas, na maioria dos casos, equinos e bovinos. Em 2020, foram 924 animais apreendidos, enquanto que em 2019, aconteceram 1.162 resgates.

De acordo com o diretor de Espaços Públicos e Abastecimento da Emsurb, Bira Rabelo, o serviço funciona 24h e pode ser solicitado pela população através dos números 9 9151-0315 ou 9 8863-2153.

Ao chegar ao local, explica o diretor, os animais são identificados com uma numeração e, de acordo com as condições de saúde, recebem atendimento veterinário, além de alimentação.

“Nós temos um aparato veterinário, além de medicamentos diversos, como analgésicos e antibióticos. No Centro de Apreensões, eles ficam à disposição para serem resgatados pelos proprietários por um prazo de 15 dias”, destaca Bira.

Por outro lado, complementa o diretor, os animais sadios são levados para um pasto, onde ficam aguardando por seus responsáveis ou por adoção, recebendo todos os cuidados necessários, como alimentação e água.

O diretor conta que os animais resgatados, na maioria das vezes, são utilizados pelos seus proprietários como instrumentos de carga, nas tradicionais “carroças” de tração animal, encontradas pelas ruas da cidade e, uma vez soltos nas vias públicas, colocam em risco não apenas a sua integridade física, mas a de motoristas.

Taxas

A lei municipal n° 2380, de 14 de maio de 1996, estabelece a proibição e consequente apreensão de todo e qualquer animal solto nas vias e logradouros públicos e locais de livre acesso ao público e que o proprietário do animal está sujeito ao pagamento das despesas referentes à apreensão.

“Nesse sentido, para obter o animal de volta, o órgão cobra do proprietário uma taxa de apreensão no valor de R$100, assim como uma diária de R$60. No caso de o animal precisar de tratamento médico, outra taxa, no valor de R$60, é acrescida”, sublinha Bira.

Dos animais resgatados, 95% são recuperados pelos donos. Contudo, segundo Bira, quando há reincidência, o responsável é notificado e o bicho não será devolvido. “Quando há reincidência, notificamos e avisamos que na próxima vez haverá a apreensão e o animal não será mais devolvido. Depois ele será enviado para adoção”, diz.

Adoção

Além de executar a captura de animais de grande porte, como equinos e bovinos, soltos ou abandonados em vias públicas, o Centro de Apreensão de Animais viabiliza a adoção, caso os tutores não façam contato para recuperação ou são reincidentes.

Para adotar um dos animais, é preciso seguir alguns pré-requisitos. E o principal critério estabelecido é que o interessado não seja residente de Aracaju e nem de municípios da Grande Aracaju, a exemplo de São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro. O objetivo é evitar que o animal volte para o território aracajuano, em virtude da proximidade dos demais municípios.

“Quem é que pode adotar esses animais? Quem tiver propriedade ou casas no interior do estado, que não seja na Grande Aracaju, porque, muitas vezes, a gente doa esses animais para, por exemplo, Socorro ou Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, e esses animais terminam voltando para Aracaju”, justifica.

Para firmar protocolo de adoção, o interessado deve se dirigir ao Centro de Apreensões de Animais e apresentar documento de identificação e comprovante de residência.

Rondas

O Centro de Apreensões de Animais possui um caminhão com laçadores treinados, que funciona 24h, todos os dias da semana. Os bairros que mais solicitam o serviço são os localizados nas zonas Norte, como Porto Dantas, e da zona Sul, como Aruana, Santa Maria e 17 de Março.

“Nós fazemos rondas pelos bairros onde há apreensão com frequência. Em alguns bairros da zona Norte, principalmente pela avenida Euclides Figueiredo, na Orla do Porto Dantas, e zona de Expansão, nas avenidas Melício Machado e José Sarney. São esses os principais locais”, revela o diretor, ao lembrar que a Emsurb só pode resgatar animais soltos nas ruas.

“Só animais vadios, ou seja, a gente não pode entrar em propriedade privada para recolher animal. Em terreno, a Emsurb não pode entrar, porque não podemos invadir terrenos de ninguém. Animal em condição de rua, sim”, reforça.

Por fim, Bira considera o serviço extremamente importante para o município de Aracaju. “É um serviço essencial. Costumo dizer que a gente salva vidas. No caso de um acidente, quando a gente bate o carro em um animal, o animal gira para dentro do parabrisa do carro. Então, o índice de morte é muito grande quando há colisão com animais de grande porte. É um  serviço essencial do município e que a Emsurb faz todos os dias”, conclui.

Foto André Moreira

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