Aracaju, 24 de janeiro de 2022

Petrobras declara comercialidade de 7 campos na bacia SE-AL

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Declaração representa segurança sobre investimentos do projeto Sergipe Águas Profundas, com início em 2026

A Petrobras apresentou à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na última quinta-feira (30), as declarações de comercialidade de sete campos exploratórios de petróleo e gás na Bacia Sergipe-Alagoas. Denominados Budião, Budião Noroeste, Budião Sudeste, Palombeta, Cavala, Agulhinha e Agulhinha Oeste, os campos deverão ser explorados no âmbito do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) I e II, com início de produção previsto para 2026.

Os novos campos estão situados nas áreas dos blocos exploratórios BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A, BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11, adquiridos pela companhia em 2000 e 2004. A produção dos sete campos inclui a instalação de duas plataformas do tipo FPSO. A primeira delas, designada para o módulo SEAP I, será a P-81, com capacidade de produzir 120 mil barris de óleo e 87 milhões de m³ de gás por dia. Esta plataforma está em processo de contratação em novo modelo, denominado BOT (Build Operate Transfer), com início de operações terceirizadas seguidas de incorporação por equipes próprias.

A segunda plataforma, voltada ao SEAP II, está em fase de planejamento de contratação, com início de operação após 2026. O projeto Sergipe Águas Profundas inclui também a implantação de um sistema de escoamento de gás, que deve ligar os dois módulos à costa sergipana. O sistema, que contempla um gasoduto de escoamento com capacidade de 18 milhões de m³/dia, está em fase de planejamento, com operação prevista para ser iniciada fora do horizonte do plano estratégico da empresa no período 2022-2026.

“A declaração de comercialidade é uma etapa muito importante dentro do processo de investimento da Petrobras, e isso nos dá segurança e tranquilidade de que os investimentos já contemplados no plano quinquenal da companhia serão cumpridos. Isso consolida um novo momento do petróleo e do gás em Sergipe, fortalecendo as ações de atração de investimentos para o setor. Consumidores intensivos poderão fazer uso desse gás, que deverá ser disponibilizado já a partir de 2026”, afirma o superintendente-executivo da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Marcelo Menezes.

A Petrobras é a única detentora dos direitos das concessões BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10. Na concessão BM-SEAL-11, a Petrobras participa em 60%, em parceria com a IBV Brasil Petróleo Ltda. Na concessão BM-SEAL-4, a companhia detém 75% dos direitos, tendo como parceira a ONGC Campos Ltda.

ASN

 

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