Aracaju, 16 de janeiro de 2022

Simpósio do 47ª Encontro Cultural de Laranjeiras traz diálogos 

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Dando prosseguimento a programação do Simpósio do 47ª Encontro Cultural de Laranjeiras, novas atividades culturais compostas por grupos de trabalho e encontro com mestres dos saberes, dedicadas ao fortalecimento das diversas expressões artísticas de Laranjeiras foram realizadas na  sexta-feira, 07 de janeiro, no Auditório Campus de Laranjeiras (CampusLar/UFS). Antecedendo a abertura da programação do segundo dia do evento, houve o lançamento do livro “João Ribeiro e um Museu-Casa em Sergipe”, da mestra em culturas populares, Tayara Barreto de Souza Celestino. A obra é resultado de três anos de investigações sobre João Ribeiro.

A agenda de palestras do segundo dia levou estudiosos da cultura popular, que  apresentaram reflexões, curiosidade e um apanhado de pesquisas sobre as “Religiosidades Populares”, com coordenação de Fernando Aguiar: “Na manhã de hoje, apresentamos discussões que permeiam a pluralidade, a diversidade, a insistência e resistência para que essas tradições, mesmo com suas dinâmicas, não desapareçam”, afirmou Fernando. Ainda segundo ele, “o processo de enfrentamento é contínuo”.

Foram quatro os trabalhos apresentados: “Festa de Santa Bárbara: patrimônio de fé do povo baiano”, de Vagner Rocha, “Penitentes, beatos e promesseiros: dos passos da Paixão ao Patrimônio Cultural Imaterial de Sergipe”, de João Paulo Araújo de Carvalho, “Oh Zé, o Samba de Aboio é aqui: um estudo etnográfico sobre o alimento tradicional, memórias e identidades no Samba de Aboio do Povoado Aguada – Carmópolis/SE”, produzido pela pesquisadora Luana Almeida, e “Encantos e pertencimentos: considerações sobre a religião indígena no sertão de Alagoas”, de autoria do José Adelson Lopes Peixoto.

Em seguida, Bárbara do Nagô e o Mestre Batinga participaram do Encontro com Mestres dos Saberes, iniciativa criada com o intuito de compartilhar com o público suas trajetórias e contribuições para o fortalecimento das práticas culturais em Sergipe.

Para o encerramento do segundo dia de programação, o terceiro grupo de trabalho foi apresentado. Mais uma vez sob coordenação de Fernando Aguiar, o tema escolhido foi “Culturas Populares, Corporalidades, Narrativas Literárias e Teatrais”. Jackson da Silva Lima, escritor e pesquisador dedicado ao folclore e à cultura popular, apresentou o trabalho intitulado “Tradições Folclóricas e Preconceitos Eruditos”.

“Não há uma muralha entre a cultura popular e a cultura erudita, mas há uma implicação entre as camadas letradas e as camadas populares. O letrado pode até pensar que o homem do povo nada tem para oferecer, mas está completamente enganado, pois o homem do povo é essencial para a cultura em geral. É exatamente essa camada que preserva as tradições ricas em conhecimento e modernidade”, declarou.

Logo em seguida, o pesquisador e professor Wagner Lemos apresentou o trabalho “Sylvio Romero: olhares no passado e para o Futuro”, e Rogério Santos Alves, mestrando em culturas populares, encerrando a programação do segundo dia do Simpósio, apresentou seu trabalho “Os Cavaleiros da Triste Figura (um estudo decolonial do Dom Quixote do Bugio)”.

E no sábado, 08 de janeiro, o último dia de programação do Simpósio do 47ª Encontro Cultural de Laranjeiras, com mais importantes discussões sobre cultura popular.

A iniciativa é uma realização do Governo de Sergipe, através da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), juntamente com a Prefeitura Municipal de Laranjeiras, o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, o Conselho Estadual de Cultura e a Universidade Federal de Sergipe.

Foto Ascom/ Funcap

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