Aracaju, 27 de janeiro de 2022

Pandemia e surtos de gripe causam impacto na sociedade início de ano

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Nos primeiros dias de 2022, os brasileiros se depararam com um aumento nos casos de Covid-19, provocado pela variante ômicron, como também um surto de gripe em várias cidades do país. Diante da circulação dos vírus, o isolamento social a partir dos primeiros sintomas ou do recebimento do teste positivo continua fundamental.

A médica infectologista cooperada Unimed Sergipe, Mariela Cometki, explica que o isolamento social ainda é um dos principais aliados para evitar a disseminação de vírus que causam as síndromes gripais.

“Estamos vivendo um surto de gripe em meio à pandemia, então temos duas doenças com circulação de vírus diferentes e que causam sintomas muito parecidos que é a síndrome gripal. Para o paciente que inicia os sintomas gripais, a orientação é a mesma: que fique em isolamento. Se apresentar algum sintoma grave, procure um hospital. Se não tiver plano de saúde e apresentar sintoma simples e que necessite de testagem, procurar unidade básica de saúde, evitando aglomeração nas Unidades de Pronto Atendimento e nas portas dos hospitais”, explica Mariela.

O paciente deve buscar o teste para detecção da Covid entre o terceiro e sétimo dia de sintomas. Se o teste da Covid der negativo, será feita a investigação para outros vírus e a pessoa deve manter o isolamento até o sétimo dia. Se der positivo, até o décimo.

Flurona

No início de janeiro, pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) confirmaram o primeiro caso de Flurona no Estado, quando é detectada a presença tanto do coronavírus quanto da Influenza ao mesmo tempo. Antes disso, outros casos do tipo já haviam sido registrados no Brasil e no mundo. No entanto, a infectologista Mariela Cometki explica que sempre haverá a predominância de um dos vírus.

“Dificilmente uma pessoa vai adoecer com duas doenças virais ao mesmo tempo. Claro que, na medicina, tudo é possível,  mas é improvável que a pessoa tenha duas doenças respiratórias ao mesmo tempo. Uma delas vai prevalecer e você vai ter a presença dos dois vírus na via aérea e essa detecção da presença dos dois vírus foi que deu esse termo  flurona, que não é uma nova doença, é uma condição”, afirma a médica.

Vacinação

A vacinação contra a Covid-19 segue avançando no país, no entanto, com o surgimento da variante omicron, o número de casos voltou a subir, causando preocupação em profissionais da saúde.

“Tivemos essa bonança em ter casos com pouca gravidade, totalmente relacionada à vacinação. A vacina tem como primeira medida diminuir os casos graves e o número de pacientes internados. A Covid devastou jovens e pessoas sem comorbidades antes da vacina. Nós, que temos uma imunidade melhor e que podemos ser ponto de contaminação para outras pessoas, principalmente da nossa família, devemos fazer nossa parte, se imunizando e fazendo isolamento em casos de sintomas ou testes positivos. Às vezes, a Covid ou a gripe que não fez nada em você, pode matar alguém da sua família que tem comorbidade”, alerta a infectologista.

Mariela também chama a atenção para uma possível escassez de medicamentos nas farmácias, provocada pelo estoque em casa que algumas pessoas começaram a fazer. “Esse é outro apelo que eu faço. As pessoas estão comprando medicamentos para estocar em casa e essas medicações estão se tornando escassas nas farmácias.  Isso é extremamente egoísta, pois tem muita gente precisando de xarope expectorante, de medicação antitérmica e não e não está encontrando nas farmácias”, alerta.

Omicron

Com o surgimento da nova variante, no fim do ano passado, os casos de Covid-19 no mundo voltaram a subir. Segundo especialistas, a Omicron possui alto grau de contaminação e já é dominante em muitos países.

“Estudos científicos e análises históricas mostram que uma pandemia pode durar de quatro a cinco anos, se tiver sido descoberta uma vacina segura. A vacina está aí, é segura e segue em ascensão. O imunizante contra a Covid precisa de reforço, pois é uma doença que a pessoa não cria anticorpos vitalícios e de tempos em tempos é preciso estimular o sistema imunológico para aumentar a produção desses anticorpos.  E precisamos vacinar as crianças, mesmo não havendo grande incidência de casos graves, mas elas vivem em ambientes compartilhados, como a escola, onde há circulação não só de Covid, como de diversos vírus respiratórios”, avalia.

“A omicron é altamente infectante. Observamos pouca letalidade e poucos sintomas, mas causa alta no número de casos e está presente, impactando nossa sociedade porque precisamos nos isolar. Neste início de ano, houveram muitos cancelamentos de shows e também grande impacto na aviação civil. Quando você vê um impacto em locais especializados, como funcionários da saúde ou de companhias aéreas,  isso reverbera na sociedade, com cancelamento de voos e falta de pessoas para trabalharem em hospitais”, conclui a médica.

Assessoria de Imprensa

AGÔ – Comunicação Estratégica

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