Em um momento em que empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas em áreas técnicas e ligadas à nova economia, enquanto milhares de brasileiros com ensino superior encontram obstáculos para ingressar no mercado de trabalho, o fortalecimento da educação profissional tem ocupado espaço crescente no debate público.
No Senado Federal, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) está entre os parlamentares que defendem uma maior aproximação entre a formação dos jovens e as demandas do mercado de trabalho. Para o senador, ampliar o acesso ao ensino técnico é uma estratégia essencial para reduzir o descompasso entre qualificação e empregabilidade.
A defesa da pauta está diretamente ligada à própria trajetória de Laércio. Sua primeira formação profissional foi realizada no Senac, instituição que mais tarde presidiu. A experiência, segundo ele, consolidou a convicção de que a educação profissional é uma ferramenta de transformação social, capaz de gerar oportunidades e promover desenvolvimento econômico.
Ao longo de sua atuação pública, participou da construção do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), defendeu o fortalecimento da educação profissional durante as discussões do novo ensino médio e, à frente do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac em Sergipe, trabalhou para ampliar a oferta de cursos técnicos no estado.
Entre as iniciativas está a implantação da unidade do Senac em Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano. A escola ampliou o acesso à qualificação profissional para jovens do interior, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras cidades em busca de formação técnica.
Para o senador, “o desafio do Brasil não é apenas ampliar o acesso à educação, mas garantir que ela dialogue com as transformações da economia. Áreas como tecnologia, inteligência artificial, programação, indústria moderna e serviços especializados exigem profissionais cada vez mais qualificados, enquanto empresas relatam dificuldade para contratar mão de obra preparada”, disse.
Na avaliação de Laércio Oliveira, valorizar o ensino técnico não significa reduzir a importância do ensino superior, mas reconhecer que diferentes trajetórias de formação podem contribuir para o desenvolvimento do país. “Fortalecer a educação profissional representa ampliar oportunidades, estimular a inclusão produtiva e preparar a nova geração para as profissões do futuro”, finalizou.
Texto e foto Carla Passos
