Médico da Rede Primavera participa em Portugal de curso sobre técnica que reduz risco de AVC em pacientes com fibrilação atrial
O coordenador do setor de Hemodinâmica da Rede Primavera, Dr. Sérgio Tavares, esteve presente a cidade de Lisboa, em Portugal, e participou do curso de aprimoramento em fechamento de apêndice atrial esquerdo, que é um procedimento minimamente invasivo, que fecha a abertura do AAE para impedir que coágulos sanguíneos saiam por ali e entrem na corrente sanguínea. O procedimento previne acidentes vasculares cerebrais (AVCs) em pessoas com fibrilação atrial, mesmo sem o uso de anticoagulantes. Esse apêndice, localizado em uma das câmaras superiores do coração, não possui função.
“Um coração normal se contrai a cada batimento, impulsionando o sangue do átrio esquerdo e do apêndice atrial esquerdo para o ventrículo esquerdo (câmara inferior esquerda do coração). Quando se tem fibrilação atrial, os impulsos elétricos que controlam os batimentos cardíacos não se propagam de forma ordenada. Eles podem ser rápidos e caóticos, o que não dá tempo suficiente para que os átrios impulsionem o sangue para os ventrículos. Como o apêndice atrial esquerdo (AAE) é uma bolsa, o sangue se acumula ali e pode formar coágulos. Quando o coração bombeia esses coágulos, eles podem causar um AVC. Pessoas com fibrilação atrial têm de três a cinco vezes mais chances de sofrer um AVC do que a população em geral. Embora isso seja preocupante, seu médico pode ajudá-lo a se proteger com uma solução adequada. Isso pode envolver medicamentos que dificultam a formação desses coágulos ou o fechamento do apêndice atrial esquerdo”, explicou Dr. Sérgio.
Considerado um importante centro internacional para essa técnica, o evento reuniu palestrantes e médicos de várias partes do país, com discussões de estudos recentes, casos realizados ao vivo, análises aprofundadas dos estudos clínicos, estratégias de tratamento, debates sobre novas tecnologias para oclusão percutânea e isolamento cirúrgico. Uma oportunidade de atualização constante, de conhecer as evidências mais recentes, discutir casos clínicos, trocar experiências e acompanhar as inovações que podem transformar a prática médica e o bem-estar dos pacientes.
Texto e foto assessoria
