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Morre Alvenar Nascimento, ex-tipográfo e gerente do extinto jornal “Folha Trabalhista”

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Foi com bastante sentimento, que os estancianos receberam a triste notícia do falecimento de Alvenar dos Santos Nascimento, ocorrido na madrugada desta segunda-feira, 22, em Estância, cidade onde nasceu.

De acordo com informação, Alvenar já vinha enfermo por um bom tempo, ultimamente ele possuía um estabelecimento comercial, localizado na Rua da Bahia.

TRAJETÓRIA

Alvenar nasceu em Estância no dia 10 de julho de 1941, chegou a jogar futebol pelo Estanciano Esporte Clube e trabalhar na Fábrica de Tecidos Senhor do Bonfim.

Atuou na tipografia do jornal “Folha Trabalhista”, desde da época do proprietário Raimundo Silveira Souza até a direção do seu filho, Leopoldo Araújo Souza.

A Redação da “Folha Trabalhista” funcionava na antiga Rua do Pernambuquinho e o jornal circulava aos sábados.

Alvenar foi um grande colaborador da Imprensa e da Cultura estanciana. Passou por muitos apertos na imprensa, inclusive na feitura do jornal. No livro “Estância Secular”, no capítulo que fala dos tipógrafos estancianos, consta que Alvenar era “o faz-tudo da Folha Trabalhista”. Disse ele:

“Eu compunha, paginava, imprimia e fazia entrega aos domingos. Tinha um rapaz que trabalhava comigo, mas depois foi embora. Então eu trouxe minha esposa e meu filho, já falecido. Eu era garçom e fui chamado por João Batista dos Santos (João de Agil) pra trabalhar na Folha. Você fazia uma matéria sobre um assunto como São João ou sobre o carnaval, por exemplo, me entregava o escrito. Eu pegava ali, letra por letra, para formar as palavras. Depois de feito, gradava, apertava na rama, levava para a máquina e imprimia para corrigir.

Depois de corrigido estava pronta a primeira página. Pra fazer uma página, a gente gastava um dia! Como o jornal tinha quatro folhas, a gente levava quatro dias pra concluir o jornal. Foram mais de 40 anos de dedicação. O jornal, a tipografia, foi uma escola. Aprendi e ensinei muito, apesar  de não ser reconhecido” (Oliveira, 2025, p. 53).

O corpo de Alvenar está sendo velado na Rua da Bahia, 58, onde residia. Ele será sepultado no cemitério público Cruz Vermelha, hoje (22), a partir das 16h.

Por Magno de Jesus

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