Exposição da Coleção Traços Sergipe chega ao Museu Olímpio Campos na véspera do 8 de Julho e propõe uma nova forma de contar a identidade sergipana.
Há 205 anos, uma Carta Régia assinada por Dom João VI mudou definitivamente a história de Sergipe. Em 8 de julho de 1820, o território conquistava sua emancipação política, deixando de ser subordinado à Bahia e iniciando a construção de uma identidade própria, uma conquista que ultrapassou a autonomia administrativa e consolidou a sergipanidade como expressão cultural, histórica e econômica.
É justamente essa identidade que inspira a exposição da Coleção Traços Sergipe, aberta ao público a partir desta terça -feira (7), no Museu Olímpio Campos, antiga sede do Governo do Estado.
Mais do que uma mostra de mobiliário, a exposição convida o visitante a responder uma pergunta:
Como seria Sergipe se sua geografia pudesse ser transformada em arte, design e patrimônio?
Assinada pelo arquiteto Josef Meris, a coleção apresenta os primeiros móveis desenvolvidos a partir de tecnologia paramétrica concebidos com inspiração direta na geografia sergipana. Rios, cânions, curvas naturais e paisagens emblemáticas do estado deixam de ser apenas cenário e passam a ocupar o espaço das galerias em forma de mobiliário escultórico.
Cada peça possui identidade própria:
Poltrona Rio Sergipe
Mesa de Centro Cânions de Canindé
Mesa Lateral Serigy
Luminária Sol do Sertão
A proposta rompe com a ideia tradicional de mobiliário funcional e aproxima o design da arte contemporânea, transformando cada peça em um objeto de contemplação.
O simbolismo da exposição ganha ainda mais força por acontecer no Museu Olímpio Campos, edifício que durante décadas foi o centro das decisões políticas do Estado e hoje preserva parte da memória da emancipação sergipana. É nesse espaço carregado de história que uma nova narrativa sobre Sergipe é apresentada: não apenas por documentos e pinturas, mas também por meio do design.
A coleção já desperta interesse em outros circuitos institucionais e culturais e integra um projeto de internacionalização do design sergipano, levando ao público uma leitura contemporânea do patrimônio natural e cultural do estado.
A exposição propõe um convite ao visitante:
E se os rios, os cânions e a paisagem que moldaram Sergipe também fossem capazes de moldar o design brasileiro?
Na semana em que Sergipe celebra sua emancipação política, a Coleção Traços Sergipe transforma memória em forma, território em criação e identidade em patrimônio.
Assessoria de Comunicação
