*Por Paulo Márcio
A pesquisa de intenção de votos para a prefeitura de Aracaju, realizada pelo Instituto W1 WEBTV entre os dias 01 e 05 de julho, aponta um cenário relativamente estável às vésperas das convenções partidárias.
Com efeito, nenhuma novidade, à exceção de que Emília Corrêa (PL), que aparece com 48,58% dos votos válidos, já pode, em tese, ter ultrapassado os 50% mais um dos votos válidos – necessários para vencer em primeiro turno – com o anúncio de Ricardo Marques (Cidadania) como seu vice, fato não captado pela sondagem, encerrada na sexta-feira (05), mesmo dia do anúncio.
Yandra Moura (União Brasil), continua sustentando o segundo lugar, com 16,29% dos votos válidos. Em terceiro, aparece Danielle Garcia (MDB), com 12,18%. Empatados na quarta posição, Fabiano Oliveira (PP) e Luiz Roberto (PDT), com 9,77%.
O fato de Emília ser a única candidata reconhecidamente de oposição e estar com 32,29 pontos percentuais à frente da segunda colocada – o triplo dos votos, para ser mais enfático – sinaliza claramente que o eleitor rejeita a continuidade do modelo de gestão praticado por Edvaldo Nogueira e seus aliados, estrategicamente divididos para manter tudo igual.
Entretanto, não decorre desse cenário estável e do palpável sentimento de mudança que teremos um clima amistoso após o dia 16 de agosto. Muito pelo contrário, o desespero crescente dará vez ao maior show de horrores já visto em uma campanha, na medida em que uma derrota, nas condições atuais, teria o sabor amargo do ostracismo para Evaldo e sua trupe.
Mas, antes de mais nada, é preciso estar atento às artimanhas, às malandragens, às cortesias cobertas com açúcar e muito afeto. É por meio delas que o bom-mocismo costuma passar de contrabando seus perigosos ovos de serpente.
*Paulo Márcio é delegado de polícia e pré-candidato a vereador de Aracaju no grupo de Emília Corrêa