*Ronildo Almeida
Esta história de dizer que todos os políticos são iguais é pra confundir e fazer com que o trabalhador e a trabalhadora não pensem, não julguem as propostas e os políticos, não depositem a confiança naqueles que estão conosco para transformar a realidade e conseguir avanços para as nossas lutas.
Para início do debate, é fundamental destacar que são os trabalhadores e as trabalhadoras que movimentam a economia do país. Maioria como segmento político-social e eleitoral – e minoria quando se trata de avanços econômicos -, a classe trabalhadora passa por um dos piores momentos da história no país. Direitos e conquistas são retirados a todo momento.
É só avaliar: o que representou a reforma da Previdência para os trabalhadores e para os mais pobres? O que representou a reforma trabalhista? E o projeto de terceirização, que precarizou a mão -de-obra do trabalhador?
Vivemos uma grave crise econômica, com um nível de desemprego que atinge milhões de brasileiros e brasileiras; o emprego informal, sem nenhuma garantia de direitos para o trabalhador, alcançou recorde; a fome voltou à mesa dos mais pobres; a carestia anula o poder de compra dos salários; a nossa democracia é ameaçada por forças extremistas – e tem o presidente Jair Bolsonaro com propagador do golpe.
A cada momento se aprofundam a insegurança, a fragilidade e a usurpação de direitos e de condições de vida de cada brasileiro e brasileira, dos sergipanos. É vergonhoso o que acontece em decisões políticas, nas quais nós, trabalhadores, ficamos à margem, quilômetros de distância dos debates pertinentes às nossas vidas.
Precisamos ter voz nos processos de debates e definições políticas, mostrando também a nossa força eleitoral. É necessário tomar uma atitude. Vamos ser enganados e pressionados por esses mesmos que nos massacram e retiram nossos direitos?
Nós, comerciários e comerciárias – e a classe trabalhadora em geral -, temos que discutir política com aqueles que têm compromissos com as nossas causas e reforçar o nosso papel no apoio àqueles que usam o mandato na luta por novas conquistas.
Não podemos deixar que interferiram nos nossos votos para manter no poder os exploradores e o atraso. É fundamental estar junto com os políticos que se identificam com as nossas lutas, tomar decisões a nosso favor.
Nós, trabalhadores e trabalhadoras, somos a grande maioria no processo democrático que se decide por meio do voto. As discussões e decisões, portanto, devem ser fundamentadas em princípios e necessidades da classe trabalhadora.
Precisamos assumir o protagonismo nas definições política-eleitorais, nos fazendo representar politicamente em todas as esferas. A decisão está nas nossas mãos – o nosso voto tem poder transformador. Vamos à luta!
*É presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe – Fecomse – e da União Geral dos Trabalhadores em Sergipe – UGT-SE.
