Aracaju, 5 de abril de 2025
Search

CASO GENIVALDO SANTOS: TRIBUNAL DO JÚRI ENTRA NO 5º DIA COM DEPOIMENTOS DAS TESTEMUNHAS DE DEFESA

image_preview

A sessão do Tribunal do Júri do Caso Genivaldo Santos foi reiniciada às 8h30 deste sábado (30/11),  marcando o início do 5º dia de julgamento, com depoimentos de uma testemunha de defesa. Três ex-policiais rodoviários federais estão sendo julgados por tortura e homicídio triplamente qualificado.

A sexta-feira (29/11), 4º dia de julgamento, foi marcada pela conclusão das oitivas de testemunhas da acusação, indicadas pelo MPF e pelos advogados da família da vítima, o início dos depoimentos das testemunhas de defesa e a vistoria da viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na qual Genivaldo de Jesus Santos foi colocado. A sessão do dia terminou às 20h50.

Depoimentos – Durante a manhã e no início da tarde, foi ouvido o depoimento de um agricultor que transitava no local, na hora da abordagem. Em seguida, depuseram um mecânico que presenciou o começo do procedimento policial e um amigo de infância de Genivaldo, que viu a situação a partir do momento em que ele estava imobilizado.

Finalizados os depoimentos da acusação, os jurados e as juradas vistoriaram a viatura onde Genivaldo foi colocado. O veículo está sob custódia da Polícia Federal, e foi levado para o Fórum de Estância, para essa vistoria.

Em seguida, começaram as oitivas das testemunhas arroladas pela bancada defensiva. São 15 testemunhas de defesa, sendo cinco de cada réu. Hoje, foi ouvido um depoimento em defesa de William Barros, o de um policial rodoviário federal, que durou cerca de 3 horas.

De acordo com o cronograma do Júri, logo após as oitivas de todas as testemunhas, serão ouvidos os peritos do caso. Depois, os réus Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia serão interrogados. Na sequência, começarão os debates e, por fim, haverá a votação da sentença.

Júri – Participam do julgamento, representando o MPF, os procuradores da República Rômulo Almeida, titular do processo, e Eunice Dantas, de Sergipe além dos procuradores Alfredo Carlos Gonzaga Falcão Júnior, Polireda Madaly Bezerra de Medeiros e Henrique Hahn Martins de Menezes, integrantes do Grupo de Apoio ao Tribunal do Júri (GATJ/MPF). O grupo é uma unidade nacional do MPF, convocado a pedido do procurador responsável pelo caso, para atuação em casos de alta complexidade.

O processo do Caso Genivaldo Santos foi incluído no Observatório de Causas de Grande Repercussão, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Conselho Nacional do Ministério Público, que acompanha situações concretas de alta complexidade, grande impacto e elevada repercussão ambiental, econômica e social, como os desastres com barragens em Mariana e Brumadinho (MG) e o incêndio na Boate Kiss em Santa Maria (RS), entre outros.

MPF, Com informações da Ascom do TRF5

Leia também