Aracaju, 21 de maio de 2024
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PMA assina contrato de operação da Central Cooperativas de Recicláveis

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Foi assinado nesta quarta-feira, 15, pelo prefeito Edvaldo Nogueira, o contrato para a operação da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis, através das cooperativas Care, Coores e União. A iniciativa tem o objetivo de realizar a execução do serviço de coleta, transporte e triagem de resíduos sólidos possíveis de reutilização e reciclagem, além da promoção de ações de educação ambiental no município. Com o contrato de R$ 1,3 milhão, a gestão municipal busca reacender as iniciativas ligadas à reciclagem, com o intuito de beneficiar o cooperado e catador com uma renda justa, através do trabalho executado que promove qualidade de vida no município.

A assinatura do contrato colabora também com a política ambiental de Aracaju, além de fomentar a economia com base nos processos de reciclagem através da coleta seletiva e a promoção da consciência ambiental, conforme pontuou o prefeito durante a solenidade.

“Esse contrato vai ajudar as cooperativas a se organizarem e se fortalecerem, inserindo-as na política nacional de resíduos sólidos, com a Prefeitura colaborando e ajudando para que haja uma economia reversa para a cidade. Isso demonstra o compromisso e a preocupação da gestão municipal com a causa ambiental. É um trabalho que ajuda a cidade a ser mais resiliente, a avançar na pauta ambiental e contribui com a subsistência destes trabalhadores”, afirmou o prefeito”.

Edvaldo reforçou ainda três aspectos fundamentais relacionados à pauta: “o de consciência ambiental, pois com esse trabalho as cooperativas também realizam um trabalho de conscientização; o de sustentabilidade, pois quanto mais a gente recicla, melhor para a natureza, para a sociedade e economia; e o aspecto sobre a geração de emprego e renda, pois as famílias vão, a partir das cooperativas, retirar o sustento por meio dessa atividade”.

O contrato

Na capital sergipana, a coleta seletiva é realizada, atualmente, em 19 bairros da cidade, o que poderá ser ampliado graças à assinatura do contrato que passa a vigorar a partir de agora, com validade até o dia 8 de janeiro de 2025 – e a possibilidade de ser prorrogado por igual período. O recolhimento mensal tem estimativa de 400 toneladas de resíduos recicláveis, com custo de R$ 250,49 por tonelada e se adere às demais políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos na capital, como explica o presidente da Empresa Municipal de Obras e Urbanização, Bruno Moraes.

“Essa ordem de serviço visa abraçar todas as cooperativas que atuam em Aracaju e que estão vinculadas à rede. Isso possibilita a ampliação das nossas ações de cobertura da coleta seletiva na cidade. Esse é um contrato no qual remuneramos por tonelada recolhida e, com isso, possibilitamos que os catadores desonerem seus custos e possam, na venda, ter uma renda extra cada vez maior. É um grande avanço, pois agora a gente amplia a possibilidade de várias cooperativas estarem trabalhando em conjunto. Com ele, temos mais uma ferramenta que se adere ao planejamento de gestão de Aracaju, relacionada aos resíduos sólidos recicláveis, onde já contamos com o cata-treco, a nossa rede de ecopontos e a nossa rede de PEV’s”, explicou.

Para o MP, “passo histórico”

Presente no ato de assinatura do documento, o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado de Sergipe, Eduardo Côrtes, afirmou que essa medida é um “passo histórico” na política pública de destinação dos resíduos sólidos de Aracaju, o que ajuda na preservação do meio ambiente e na economia da cidade.

“Esse é um passo importante e histórico, pois trata da contratação das cooperativas de materiais recicláveis, que é uma prioridade da política nacional sobre esse tema. A incorporação social e produtiva dessas pessoas, que desempenham um serviço ambiental fundamental, é o de recuperar materiais que são recursos naturais e que possuem um valor econômico. Isso ajuda na preservação do meio ambiente, tanto do ponto de vista de evitar a exploração de novas matérias primas, como também de evitar que esse material seja indevidamente encaminhado ao aterro sanitário, que tem um custo financeiro para o município e que o cidadão acaba pagando a conta”, enfatizou.

Para o presidente da Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care) e da Rede de Cooperativas, Dárcio Ferreira, com os recursos fornecidos através do contrato, será possível ampliar e melhorar o processo de coleta seletiva na cidade através de investimentos e na garantia de uma renda maior para os catadores.

“Para a gente é muito importante, pois estávamos precisando muito desse contrato, para auxiliar na nossa despesa em relação à coleta seletiva. Estava muito difícil executar esse trabalho sem ter esse contrato assinado. Agora a gente pode dar um atendimento à população com mais qualidade, poderemos fazer investimento em infraestrutura para que o sistema melhore.O contrato é baseado nisso, de cobrir esses custos do processo de coleta seletiva. O trabalho de nós catadores é muito importante, pois a gente ajuda na preservação do meio ambiente, além de ser um trabalho social e isso traz melhoria para a qualidade de vida dos aracajuanos.

Foto: Ana Lícia Menezes/PMA

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