Após já ter visto quase tudo na política de Sergipe, este colunista insiste na teoria que três dos principais partidos que fazem oposição ao governo do Estado estarão juntos para a eleição de outubro: PSDB, PSB e PSC. Por enquanto, o que há é apenas uma divergência natural de disputa por espaços na chapa majoritária e onde cada partido quer apresentar um cenário que lhe seja mais conveniente. Mas no momento decisivo, da formação das chapas para o governo e para o Senado, os líderes vão sentar e pesar a melhor forma de ajuste para que todos saiam unidos em defesa dos interesses da coletividade.
O entendimento deste colunista é que se houve um acordo apalavrado em 2016 ele será cumprido à risca, mas no momento certo. Por agora, as tensões são até bem-vindas porque elas movimentam o cenário político, despertam a participação das militâncias e chamam a atenção das pessoas e da situação para o que a oposição está fazendo e pensando. Com o governo de Jackson Barreto (MDB) desgastado e com as pesquisas de intenção de votos nas mãos, os adversários entenderam que unidos têm mais chances de vitória e estão buscando a melhor forma de acomodação, sem deixar de abrir espaços para que novas legendas abandonem a situação.
A oposição age certa se está buscando, em meio a toda essa celeuma, deixar o cenário agitado e indefinido. Isso porque muita gente não se motiva a apostar em uma composição já pré-definida. É preciso uma ampla discussão, com críticas e aplausos, para que se chegue a um denominador comum. Agora é preciso ter cuidado para não “exceder a dose” e perder um pouco o “tom”, para que deixe transparecer para a população que há uma divergência que é inconveniente e de difícil reparação. Mas, para quem já viu e ouviu muito na política local, sabe que alguns “arranhões” até incomodam, mas não deixam marcas para o processo eleitoral.
E pela leitura deste colunista, além de evidentemente ter que existir um consenso entre os líderes da oposição em Sergipe, quem pode ser decisivo para este entendimento é, por ironia do destino, um vice-governador, mas não Belivaldo Chagas (MDB) – pré-candidato ao governo da situação, mas sim Márcio França (PSB), que deve assumir o governo do Estado de São Paulo até o início de abril, após o afastamento de Geraldo Alckmin (PSDB) que vai disputar a presidência da República. França tem excelente relação com os socialistas sergipanos, com o senador Eduardo Amorim (PSDB) e já teria conversado sobre política com o deputado federal André Moura (PSC).
Por enquanto é algo muito prematuro para se afirmar, mas Márcio França ao assumir o comando do Governo de São Paulo, mês que vem, e como pré-candidato à reeleição, além do apoio decisivo que dará à candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, ele poderá “cortar as arestas” estabelecidas aqui em Sergipe e poderá contribuir para formação da chapa majoritária deste ano. É evidente que, até lá, o “martelo” não será batido por ninguém! Alguns anúncios podem ser feitos, palavras podem ser ditas e frases bem colocadas, mas a definição só ocorre mais adiante, quando da formação das chapas.
Apesar de enfrentar divergências dentro do próprio PSDB paulista, onde alguns defendiam uma candidatura própria tucana novamente e onde é abertamente contestado por membros do partido, Márcio Franca trabalha para reverter o quadro e já tem ao seu lado legendas importantes como o PSC, PR, PROS e o SD. Também conversam com ele o PTC, PPS, PHS e PSD. O PRB, por lá, pode indicar o candidato a vice-governador do PSB; aqui o partido pode vir para a oposição. Por lá não se descarta uma aproximação do PDT, o que também pode ocorrer em Sergipe. É esperar um pouco mais e que ninguém descarte a unidade da oposição para a eleição que vem aí. Em meio a tanta “fumaça”, pode ser que exista um tanto de razão…
Veja essa!
Continua repercutindo muito mal a obra do governo do Estado do Largo da Gente Sergipana. Nas redes sociais o assunto já virou “meme” contra o governador Jackson Barreto (MDB). O volume de recursos investidos (algo em torno de R$ 6,5 milhões) assusta e revolta muita gente.
E essa!
Para a opinião pública, em um Estado que se diz “quebrado”, financeiramente falando, a obra soa como um “tapa na cara” tendo em vista que existem muitas outras prioridades no momento como Segurança, Saúde e Educação. Por mais que a verba seja direcionada para este fim, a sociedade avalia como gasto desnecessário.
Análise
Para este colunista a sociedade tem razão de reclamar porque ela é pagadora dos impostos e detentora do direito de achar o que é ou não prioridade. Em gestão pública, em tempos de crise, o governante precisa separar o importante do fundamental para ser exitoso.
Revolta
A melhor argumentação para derrubar a teoria dos que defendem o Largo da Gente Sergipana é pontuar outros pontos turísticos do Estado que estão em completo abandono pelo poder público. A ponte Construtor João Alves (Aracaju/Barra), por exemplo, vive em constante esquecimento…
Que desordem!
É de estranhar que a tão atuante Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB/SE) siga “adormecida” sem se manifestar sobre a razoabilidade deste investimento no Largo da Gente Sergipana. E olhe que a obra e os congestionamentos estão concentrados bem ali, quase em frente à Ordem.
Violência I
O que já não era bom ficou ainda mais trágico: segundo levantamento da Organização de Sociedade Civil Mexicana Segurança, Justiça e Paz, Aracaju terminou 2017 como a 18ª cidade mais violenta do mundo. Uma prova inconteste de que as políticas implementadas não foram eficientes.
Violência II
Segundo dados da própria SSP, comparando apenas os meses de janeiro e fevereiro de 2017 e 2018, houve uma singela redução nos registros de homicídios dolosos no Estado, mas em Aracaju, por mais que o quadro pareça estável, houve um crescimento de 10% no comparativo.
Continua errando
A coluna não vai ser leviana em reconhecer o esforço dos que fazem a SSP atualmente, mas também não vai deixar de cobrar e criticar a “fórmula” posta em prática que, pelo visto, se não aumenta consideravelmente a violência, também não reduz.
2018 pode ser pior
E se Aracaju pontuou como a 18ª cidade mais violenta do mundo em 2017, o risco deste ano, se continuar nesta crescente, e de subirmos ainda mais neste índice negativo. Todos os poderes constituídos precisam se mobilizar e reagir. Esses números destroem qualquer política de turismo empreendida por aí afora…
Senador Elber I
Preocupado com a insegurança pública que assola os Estados brasileiros, em especial, Sergipe, o senador Elber Batalha (PSB) cobra do governo federal investimentos contínuos em Segurança, no combate à criminalidade. Apesar de fazer oposição, o socialista aprovou a iniciativa do presidente Michel Temer (MDB) pela intervenção federal no Rio de Janeiro (RJ) e cobrou mais atenção com os sergipanos.
Senador Elber II
Na oportunidade, Elber Batalha fez um relato triste da política de Segurança Pública em Sergipe. “No meu Estado, a omissão governamental fez estragos que hoje se traduzem na rotina de medo da população. A segurança pública não foi priorizada. Temos uma polícia sucateada, sem estrutura, material ou efetivo para dar resposta ao desafio do combate à violência que tem o perfil sangrento, típico da disputa pelo tráfico de drogas”, criticou.
Sistema prisional
Em seguida, o senador aproveitou o ensejo para fazer um relato alarmante sobre o sistema prisional sergipano que, segundo ele, encontra-se “superlotado, com estrutura precária e carente de pessoal”. “O número de presos no sistema prisional sergipano está 60% acima de sua capacidade, segundo dados do Monitor da Violência, divulgados na semana passada. São 3267 vagas para 5226 presos sob supervisão de apenas 504 agentes”, denunciou.
Estatística vergonhosa
“Sergipe tem apenas um agente penitenciário para cuidar de 10,4 presos, quando o mínimo desejável é de um agente para cinco presos. Que tristeza! Nosso Sergipe, vibrante, trabalhador, honrado, não deveria exibir estatísticas tão vergonhosas. Éramos reconhecidamente o Estado com maior crescimento no Nordeste. E o que vemos hoje é o cair por terra da realidade ainda fresca na memória sergipana, quando Aracaju era considerada a capital da qualidade de vida. Sergipe chegou a ocupar o topo do ranking nacional em mortes violentas em 2016”, lamentou o senador.
Mais atenção
Por fim, Elber Batalha cobrou mais atenção do presidente da República. “O que se espera é maior apoio financeiro e logístico, com foco na melhoria da estrutura policial, na estratégia e na inteligência. Um sistema integrado, que seja reativo, mas, sobretudo, efetivo e duradouro. É preciso inverter prioridades políticas e de financiamento. Cortar privilégios, rever benefícios que oneram os cofres públicos. Uma solução precisa ser seriamente apontada, de forma a garantir as receitas para o atendimento de demandas sociais que não podem mais esperar”.
Caiu na Rede
O deputado Moritos Matos assina sua filiação à REDE SUSTENTABILIDADE em ato político neste sábado (10), a partir das 14h30, no plenário da Assembleia Legislativa. O parlamentar está de olho na sucessão em outubro próximo e agora reúne chances reais de conseguir a reeleição.
Fisco
O governo estadual comunicou à Diretoria do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco) de que não terá condições de garantir a principal reivindicação da categoria: gratificação vinculada ao aumento da arrecadação. “Depois da longa negociação e de criar expectativa de que atenderia a nossa proposta, o governo retrocede e frustra o Fisco estadual”, afirma o presidente do Sindifisco, Paulo Pedroza.
Assembleia
Em greve há sete dias, os auditores e auditoras farão nova assembleia nesta segunda-feira (12), às 15h30, para avaliar a negativa do governo frente às reivindicações e deliberar sobre a greve na Secretaria Estadual da Fazenda. As negociações entre o Sindifisco e governo estadual estavam sendo conduzidas pelo vice-governador Belivaldo Chagas.
Governo do Estado
Mais de 1.100 famílias dos perímetros Ribeira e Jacarecica I, localizados no município de Itabaiana, serão beneficiados pela substituição de seus sistemas de irrigação. A ordem de serviço para essa intervenção foi assinada pelo governador Jackson Barreto. A iniciativa é do governo de Sergipe por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e da Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e de Irrigação de Sergipe (Cohidro) no âmbito no Programa Águas de Sergipe.
Irrigação modernizada
Com a obra, a utilização dos sistemas de irrigação será modernizada e otimizada, permitindo o desenvolvimento dos 466 lotes irrigados na Ribeira e dos 127 no Jacarecica. O projeto reduzirá o consumo de energia em 70% e de água em 50% na cobertura de uma mesma extensão, de modo a baratear os custos de produção. Hidrômetros serão instalados em todos os lotes para que a pressão e a oferta de água sejam reguladas. No total, os investimentos superam os R$ 14 milhões.
1ª Intervenção
Essa é a primeira intervenção de grande porte pela qual os perímetros passam desde sua inauguração, há mais de 30 anos. Ao todo, 1.180 famílias irrigantes serão beneficiadas, sendo 932 na Ribeira e 248 no Jacarecica. Nas obras da Ribeira serão empregados R$ 10,1 milhões, enquanto no Jacarecica serão R$ 4,1 milhões.
Alô Estância!
Os jovens da região centro-sul de Sergipe poderão, finalmente, realizar o antigo sonho de cursar medicina próximo de onde moram. Nessa sexta-feira (9), o Diário Oficial da União (DOU) confirmou o chamamento público para implantação e financiamento do curso de Medicina em Estância, convocando o município a assinar o Termo de Compromisso com o Ministério da Educação (MEC).
Curso de Medicina
A indicação de Estância para receber uma das unidades integradas ao programa “Mais Médicos”, que atua também na formação de profissionais através da criação de novos cursos de graduação em medicina, foi feita pelo deputado federal André Moura (PSC) em dezembro. Em fevereiro, técnicos do MEC avaliaram a estrutura da rede de saúde do município, que deverá ser utilizada como campo de estudo para a Faculdade de Medicina, e produziram um relatório favorável à inclusão da localidade.
André Moura
De acordo com André, haverá impactos diretos nos aspectos social, econômico e na qualidade de vida da população. “Milhares de estudantes passarão a ter a chance de se formar perto de onde vivem e, após a formação, exercer a profissão também próximo à sua comunidade, graças à ampliação dos serviços de saúde. Esse foi um pedido do prefeito Gilson Andrade e dos vereadores Misael Dantas e André Graça que, agora, conseguimos atender”, explicou o parlamentar.
Obras
As obras da nova unidade educacional serão iniciadas ainda em 2018 e a próxima etapa será o lançamento dos editais de licitação para selecionar a instituição responsável por implantar o curso na cidade.
Maria do Carmo I
A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) externou sua preocupação com o veto presidencial ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequenos Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert-SN). O programa de refinanciamento, aprovado pelas duas Casas Legislativas federais, permitiria o pagamento dos débitos tributários, com descontos de multas e juros, criando possibilidades de recuperação financeira e novo fôlego para essas empresas.
Maria do Carmo II
“A Presidência da República justificou que o Simples Nacional já garante uma tributação diferenciada e que não caberia para as optantes desse regime a implantação de um programa especial de regularização tributária, mas essa alegação não encontra respaldo na própria Constituição, onde fica claro que essas empresas devem realmente receber tratamento diferenciado, em função do importante papel que exerce na economia brasileira”, explicou.
TCE I
Para o procurador-geral do Ministério Público de Contas, João Augusto dos Anjos Bandeira de Mello, a carência de creches nos municípios está entre os fatores que dificultam uma maior inserção das mulheres no mercado de trabalho. Bandeira de Mello chamou atenção para esse aspecto e informou que está preparando um diagnóstico junto aos municípios sergipanos, atendendo a uma proposta do procurador Sérgio Monte Alegre.
TCE II
O primeiro passo consistiu no envio de ofício às 75 prefeituras, ainda no ano passado, pedindo que fosse informada a relação de creches em funcionamento no município, o número de crianças de zero a três anos atendidas, o percentual estimado em relação ao total, entre outros itens. Segundo o procurador-geral, embora 51 prefeituras tenham respondido, 24 continuam pendentes e motivaram o envio de novo ofício no último dia 28 de fevereiro com prazo de 15 dias para resposta.
Bandeira de Mello
“Essa é uma questão relevante para a igualdade social de gêneros e a conquista de espaço no mercado de trabalho; esperamos que os municípios atendam à nossa solicitação para que possamos concluir este panorama da concretização do direito à creche em Sergipe”, observa Bandeira de Mello, lembrando que o não atendimento ao pedido de informações configura fato grave, podendo ensejar a responsabilização do gestor por meio de multa no âmbito do TCE, além da possibilidade de implicações na Lei de Improbidade Administrativa.
Thiaguinho Batalha
Como forma de conscientizar os cidadãos, o vereador Thiaguinho Batalha (PMB) estará lançando neste sábado, 10, às 16h, no loteamento Costa Verde, na Zona de Expansão de Aracaju, a Campanha “Lixo Zero”. A ação tem como objetivo promover a conscientização para a preservação do meio ambiente.
Lixo Zero
O projeto, que será realizado em parceria com os moradores, consiste na plantação de árvores em praças e terrenos baldios onde ocorrem o despejo inadequado do lixo. A campanha também promoverá a conscientização para o descarte correto, através de orientações sobre os danos causados ao meio ambiente.
Acredito
O movimento Acredito será lançado oficialmente em Sergipe, no dia 24 de março, a partir das 9 horas, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado, e contará com a presença de um representante Nacional do Acredito, de lideranças jovens e representantes da sociedade civil organizada, que juntos, debaterão visões para o futuro do movimento e do Brasil. O Acredito é um movimento de renovação política nacional e suprapartidário, cujo objetivo é promover, em 10 anos, uma mudança positiva nas ideias e práticas do Congresso Nacional e da política do país.
Histórico
Nesse sentido, está mobilizando jovens em várias partes do Brasil interessados em se envolver na política, conectando iniciativas locais numa ampla rede nacional. O pontapé inicial do movimento no Brasil, se deu com a divulgação da “Carta a uma Geração”, na Folha de São Paulo, e em seu manifesto, o Acredito apresenta a sua proposta de atuação para a sociedade, como uma solução que vai além dos radicalismos e polarizações políticas, impulsionada por lideranças jovens e inovadoras.
CRÍTICAS E SUGESTÕES
