A prefeita Emília Corrêa lançou na manhã desta quinta-feira (16), o programa ‘Minha UBS de Cara Nova’. A iniciativa marca o início de um amplo plano de requalificação da infraestrutura das 45 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Aracaju.
Apresentado durante evento realizado na sede administrativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o programa prevê uma série de intervenções para garantir que todas as unidades funcionem com plena capacidade, oferecendo ambientes mais seguros, confortáveis e adequados para usuários e profissionais.
As ações contemplam serviços de manutenção preventiva e corretiva, incluindo reparos nas redes elétrica e hidráulica, recuperação de telhados, consertos em portas, janelas e fechaduras, pintura, climatização dos ambientes e outras melhorias voltadas à recuperação da capacidade funcional e da segurança das estruturas.
Durante o lançamento, a prefeita Emília Corrêa destacou que o programa nasce do compromisso da gestão com a humanização do atendimento e com a dignidade de quem busca os serviços da Atenção Primária.
“Quem chega a uma UBS está buscando cuidado. Muitas vezes está com dor, preocupado com um exame, ansioso por um diagnóstico, levando um filho doente ou acompanhando um pai, uma mãe, um idoso. E uma pessoa que chega fragilizada precisa encontrar um ambiente que acolha. Hoje, finalmente, estamos dando esse passo tão importante, recuperando unidades que ficaram esquecidas por muitos anos e garantindo mais dignidade para a saúde e para todos que dependem dela”, afirmou.
Segundo a prefeita, o programa também representa o compromisso da administração municipal de oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais da rede. “Temos a responsabilidade de melhorar a estrutura e oferecer condições mais dignas tanto para o cidadão quanto para quem trabalha nas unidades”, acrescentou.
Durante o evento, foi apresentada a programação da primeira etapa das obras. A primeira unidade contemplada será a UBS Adel Nunes, no bairro América. Na sequência, serão revitalizadas as UBSs Augusto Franco, Dona Sinhazinha, Joaldo Barbosa, Max Carvalho, Fernando Sampaio, Eunice Barbosa, Elizabeth Pita e José Quintiliano da Fonseca Sobral, com entregas previstas até setembro. Um segundo bloco de unidades já foi definido pela gestão municipal e terá o cronograma divulgado posteriormente.
A secretária municipal da Saúde, Débora Leite, destacou que as intervenções fazem parte de um processo mais amplo de reorganização da rede municipal de saúde iniciado pela atual gestão. Segundo ela, ao longo do ano passado foram realizadas visitas técnicas às 45 unidades, permitindo identificar problemas estruturais e limitações na capacidade de atendimento.
“Quando a gente fala que a saúde vinha mal, o município de Aracaju estava na UTI. Visitamos uma por uma das 45 unidades e vimos as condições dessas estruturas. Também identificamos uma demanda de usuários completamente desproporcional à capacidade de atendimento de muitas delas. Levamos essas necessidades à prefeita, que autorizou imediatamente o planejamento das intervenções”, afirmou.
Representando o Conselho Municipal de Saúde, o conselheiro Rogério Rocha Dias ressaltou a importância da iniciativa e reafirmou o compromisso do controle social com o fortalecimento das políticas públicas de saúde. “É com muita alegria que participamos deste importante momento. O Conselho Municipal de Saúde acompanha de perto as ações da gestão e reconhece a importância de investimentos que fortalecem a rede e ampliam a qualidade do atendimento à população. O controle social está presente para contribuir e apoiar iniciativas que beneficiem os aracajuanos”, disse.
Além da revitalização das unidades existentes, a Prefeitura também investe na ampliação da rede municipal de saúde. Atualmente, seis novas Unidades de Saúde da Família estão em construção em Aracaju. Para a prefeita Emília Corrêa, a estratégia é ampliar a cobertura da Atenção Primária sem deixar de investir na recuperação das estruturas já existentes.
“Nós assumimos uma rede que precisava ser ampliada, que tinha cerca de 200 mil pessoas fora da cobertura da Atenção Primária e apenas 45 unidades para uma cidade que cresceu sem que essa estrutura acompanhasse esse crescimento. Por isso, estamos construindo novas unidades. A saúde de Aracaju vai crescer, mas também vai cuidar melhor daquilo que já tem”, concluiu.
Foto: Felipe Bass
