A direção do PSD está avaliando a possibilidade de emitir nota pública, em relação ao pedido de impugnação da candidatura da vice-governadora Eliane Aquino (PT) à deputada federal, porque o partido está sendo utilizado como responsável pelo segundo processo em que pede a impugnação dela junto ao TRE-SE.
Um dos filiados ao PSD admitiu que o partido não deveria ter entrado com o processo, porque isso dará discurso de campanha a Eliane Aquino, de que “fomos nós que solicitamos sua impugnação, quando na realidade o primeiro processo já existia e está sendo avaliado. O PSD não vai dar esse discurso à vice-governadora”.
Segundo ainda a mesma fonte, “Eliane Aquino, que tem bom relacionamento com o PSD, já está divulgando nota onde insinua que o partido não deseja sua candidatura e tenta explicar a questão dos Conselhos que estão sob a responsabilidade da Vice-Governadoria, dos quais ela não se desincompatibilizou e participou de reuniões dele, que por lei ela estava impedida”.
– Acontece que quando deixou a Vice-Prefeitura em 2018, para ser candidata a vice-governadora, teve o cuidado de não participar de reunião dos conselhos municipais, disse e acrescentou: “não justifica que nesse agora, fique divulgando que não tinha conhecimento de que precisaria se afastar dos conselhos estaduais, participar das reuniões e ainda ganhar gestões. Quem ocupa cargo público da relevância de vice-governadora, tem que saber dos seus direitos e deveres, inclusive para disputar um mandato proporcional sem deixar o cargo, mas não ocupá-lo na ausência do seu titular”.
Como aconteceu – Na realidade o advogado do partido produziu a ação solicitando a impugnação de Eliane Aquino, candidata a deputada federal pelo PT, no sábado (20), para que ele e teria o enviado para autorização de Fábio Mitidieri (PSD), mas não teve resposta porque Fabio se encontrava em carreatas por cidades do agreste.
Como não houve resposta em razão de Mitidieri não ter lido o documento o advogado deu entrada à ação, porque tinha prazo para fazê-lo, exatamente na data que havia a carreata: “é o tipo de dar entrada para não perder o prazo”, disse a fonte. Acrescentou que não houve qualquer tipo de forçar a barra contra a candidata Eliane Aquino e nem de aproveitar a sua participação em uma reunião de conselho da Vice-Governadoria.
