A aprovação, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do projeto de Pós-Doutorado Empresarial (PDI) do professor doutor Hendrik Teixeira Macedo, titular do Departamento de Computação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), coloca Sergipe em destaque no cenário nacional da inteligência artificial. A iniciativa conta com a parceria da CHIP, empresa genuinamente sergipana que atua nacionalmente no setor de tecnologia, reforçando a integração entre pesquisa científica e inovação aplicada.
Desenvolvida no CHIPLabs, ambiente de inovação da CHIP, a pesquisa é liderada pelo professor da UFS e investiga uma arquitetura de inteligência artificial neuro-simbólica, considerada uma das principais apostas para tornar sistemas de IA generativa mais confiáveis, seguros e eficientes em aplicações corporativas.
O estudo busca solucionar um dos maiores desafios da inteligência artificial atualmente: reduzir as chamadas “alucinações”, quando os sistemas geram informações incorretas como se fossem verdadeiras. Para isso, combina Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) com grafos de conhecimento (Knowledge Graphs), permitindo que a IA consulte bases organizadas de informações antes de gerar respostas e reduza inconsistências.
Como ambiente de experimentação, a pesquisa utiliza a plataforma Assistente, desenvolvida pelo CHIPLabs, que permite criar agentes inteligentes personalizados conectados a documentos, bases de conhecimento, sites e canais como WhatsApp, ampliando a precisão e a contextualização das respostas em diferentes aplicações corporativas.
“A inteligência artificial já demonstrou enorme potencial para geração de conteúdo. Agora, o desafio é garantir que essas respostas sejam consistentes, contextualizadas e confiáveis para apoiar decisões em organizações”, destaca o professor doutor Hendrik Teixeira Macedo, titular do Departamento de Computação da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Além do avanço tecnológico, a iniciativa fortalece a aproximação entre pesquisa científica e setor produtivo, mostrando como a inovação aplicada pode gerar soluções para desafios reais enfrentados por empresas e instituições públicas. Entre os resultados esperados estão a redução de inconsistências nas respostas produzidas por inteligência artificial, maior segurança no uso de informações estratégicas e melhor aproveitamento das bases de conhecimento das organizações.
A participação da CHIP no projeto reforça o potencial do ecossistema de inovação sergipano e demonstra que pesquisas estratégicas em inteligência artificial também estão sendo desenvolvidas fora dos grandes centros tecnológicos do país, ampliando a participação do estado em uma das agendas tecnológicas mais relevantes da atualidade.
Fundada em 1992, a CHIP atua nacionalmente na integração de soluções em infraestrutura de tecnologia da informação para ambientes corporativos e datacenters. Com o CHIPLabs, a empresa amplia sua atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação, investindo na criação de tecnologias capazes de aproximar o conhecimento científico das necessidades reais do mercado.
Texto e foto FPress Assessoria de Comunicação
