Aracaju, 5 de abril de 2025
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Mesa redonda promovida pela PGE-SE debate enfrentamento ao racismo institucional

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Nesta terça-feira, 26, a Procuradoria-Geral do Estado de Sergipe (PGE-SE) realizou uma mesa redonda com o tema “Racismo Institucional: Perspectivas e Vivências no Serviço Público”. O evento, que marca as celebrações pelo Mês da Consciência Negra, reuniu membros da mesa diretora da instituição, procuradores e servidores, promovendo espaço de diálogo sobre um tema fundamental para a construção de um ambiente público mais inclusivo e igualitário.

A partir desta perspectiva, o encontro abordou os desafios do enfrentamento ao racismo institucional, destacando como ele se manifesta em práticas e estruturas organizacionais que dificultam o acesso e o tratamento equitativo para pessoas negras no serviço público. Além disso, foram apresentadas experiências pessoais de servidores e iniciativas que podem fortalecer a luta contra essas desigualdades.

“Discutir o racismo institucional é reconhecer que ainda há barreiras que precisam ser superadas, mesmo em ambientes que têm como missão defender o interesse público. Nosso papel é atuar como agentes transformadores, não somente na perspectiva de cidadãos, adotando atitudes no dia a dia que contribuam para a causa, mas também ao promover políticas que respeitem e acolham a pluralidade da nossa sociedade”, destacou o procurador-geral do Estado, Carlos Pinna Júnior.

Ao longo do debate, os participantes ressaltaram a necessidade de práticas mais inclusivas e políticas públicas que combatam o preconceito em suas diversas formas. Em seu discurso de abertura da mesa redonda, a corregedora-geral do Estado, Gilvanete Losilla, enfatizou a importância em trazer a temática para o interior da instituição.

“Já no ano passado, antes mesmo de ser definido o feriado da Consciência Negra, a PGE-SE realizou o seu primeiro evento alusivo ao tema e firmamos o compromisso de nesta gestão não deixar que essa data passe despercebida. E para isso precisamos falar. Combater o racismo começa adotando uma postura antirracista todos os dias, especialmente quando ainda não temos uma representatividade grande de pessoas negras em posições de destaque”, pontuou Losilla.

A jornalista, capoeirista e servidora pública Aline Braga, convidada especial para a mesa redonda, também enfatizou a razão pela qual o racismo institucional precisa ser abordado dentro das instituições públicas.

“Essa iniciativa foi muito importante para que a gente pudesse falar abertamente sobre um tema que é presente na nossa vida, mas muitas vezes não conseguimos falar sobre.. Hoje trouxemos aqui, a partir das relações das pessoas, como o racismo institucional funciona, mas também as próprias ascensões de carreira dos servidores públicos, quando o racismo atua nas estruturas”, ressaltou.

“Um evento muito importante nesse Mês da Consciência Negra. Um evento riquíssimo, cheio de experiências, falas que tocam os corações e fazem com que olhemos ao próximo com mais empatia. Isso é importante para a PGE, para a administração pública e, sobretudo, para a sociedade sergipana. Acredito que eventos como esse fomentam ações antirracistas, alcançando a emancipação das pessoas negras e de toda a sociedade que cresce junto”, pontuou o procurador do Estado e mediador da mesa, Kleidson Nascimento.

Foto: Ascom PGE-SE

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