Aracaju, 5 de abril de 2025
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Vila do Forró: Moda autoral fomenta cultura e empreendedorismo

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Na Vila do Forró, moda e cultura ocupam o mesmo espaço. Estilistas e artistas sergipanos que realizam moda autoral têm um local para expor os seus trabalhos e vendê-los, graças à iniciativa do Governo do Estado, por intermédio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), que realizou chamamento dos interessados por meio de edital, e também da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), com a casa cenográfica onde estão instalados.

Como as peças são produzidas em menor escala, os profissionais acompanham todo o processo de produção, desde a seleção da matéria-prima até a venda ao cliente, trazendo uma identidade da cultura local. Maria Clara Ramos é estilista desde 2017, mas só passou a trabalhar com moda autoral dois anos depois, em 2019. “Eu comecei customizando sapatos. Sempre quis fazer moda, desde pequena. Depois que me formei em arquitetura, fiz o curso de estilista do Senac [Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio. Comecei a desenvolver a minha marca, Splendor, a partir da customização de sapatos de brechó para revender, depois fiz curso de costurar comecei a descobrir esse movimento da moda autoral, e me encantei”, revela.

Além de peças de vestuário, feitas de tecidos naturais, Maria Clara faz acessórios de materiais reciclados, a exemplo de plástico reciclado, de embalagem de cosméticos e eletrônicos, com o auxílio de uma colaboradora e do irmão, que é seu sócio e, por ser biólogo, fica responsável pela parte da sustentabilidade dos produtos.

Além de grafiteira, Larissa Vieira, cujo nome artístico é ‘Mundo Negro’, também trabalha com a moda autoral. Ela começou com uma estamparia ligada ao reggae, por meio da qual fazia as próprias peças, mas com a sua formação em artes visuais, passou a adotar um estilo próprio. Assim como Maria Clara, Mundo Negro também criou uma marca, a ‘Matagal Artesanato’. “Eu confecciono camisas através da estamparia artesanal e também aplico a estamparia em vários outros produtos, desde cerâmica a bolsas com quadros de estampas temáticos” afirma.

Há um ano, Jaqueline Vasconcelos entrou no universo da moda autoral e criou a ‘Moa Crochês’, por meio da qual produz bolsas de crochê, pochetes e eco bags. “A gente traz essa identificação também, alinhada com o que Lari faz da ‘Matagal’, trazendo essa afro-referência dentro dessa produção manual, que é bastante rica, e essa ideia do ‘festejar’, do São João”, destaca.

País do forró

Durante 60 dias, o clima junino tomará conta do estado, fortalecendo o turismo, a cultura popular e aquecendo a economia em vários setores envolvidos na realização dos eventos. A programação do Arraiá do Povo e Vila do Forró é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), Secretaria Especial da Comunicação (Secom), Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e Banese, com apoio da Energisa, Netiz e Shopping Jardins, e patrocínio da Eneva, Pisolar, Deso, Maratá, GBarbosa e Serviço Social do Comércio (Sesc).

Foto: Eliane Cardoso

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