Aracaju, 3 de abril de 2025
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Saúde realiza capacitação para avaliação de risco das doenças vetoriais nos municípios

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou nesta quarta-feira, 31, uma oficina de avaliação de risco das doenças vetoriais em Sergipe. O encontro teve o intuito de capacitar os coordenadores das vigilâncias epidemiológicas dos municípios sergipanos, a fim de qualificar as ações voltadas ao controle e à preparação dos profissionais que atuam no atendimento primário.

Na ocasião, foram discutidos os riscos que cada território possui e as ações que devem ser realizadas para minimizar o cenário das doenças vetoriais, como é o caso do mosquito Aedes aegypti, que está relacionado a dengue, zika e chikungunya. Além disso, a febre oropouche, transmitida principalmente pelo mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, vem sendo monitorada no território sergipano.

De acordo com a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, a oficina foi o momento de reflexão e discussão de ações de controle das doenças de transmissão vetorial. “É importante estarmos conversando com quem está na ponta, o responsável por executar as ações, pois a Secretaria de Estado dá o suporte, mas quem realiza são os municípios. Então, a capacitação veio justamente para abordar o trabalho diário do agente de saúde, endemias e os coordenadores de vigilância epidemiológica em prol do planejamento e execução de ações articuladas de proteção, promoção e recuperação da saúde, bem como prevenir riscos, agravos e reduzir vulnerabilidades”, salientou a gerente.

É importante reforçar que as ações de vigilância têm sido ampliadas junto aos municípios sergipanos para observar o comportamento, tanto das arboviroses que possam ser agravadas, como os casos dos vírus oropouche e a mayaro, que vêm sendo registrados no território nacional.

Profissionais engajados

A coordenadora de vigilância epidemiológica de São Cristóvão, Daniella Fraga, reconheceu a importância da oficina para o seu aperfeiçoamento. “Com os conhecimentos adquiridos nesse encontro, poderemos repassar para os nossos agentes de endemias para no final termos o resultado positivo de controle dos vetores”, contou Daniella.

Já o consultor técnico do Ministério da Saúde (MS), Júlio César, destacou que o momento foi de aprimoramento. “Esse tipo de ação mostra o compromisso com os municípios para que seja feito o planejamento de forma adequada e consequentemente o combate às arboviroses”, disse.

Arboviroses

No último dia 29, a SES divulgou o quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), que registrou seis municípios sergipanos com alto índice de infestação do mosquito. Outros 47 municípios estão em situação de médio risco e 22 de baixo risco.

Por isso, a população sergipana deve continuar adotando medidas preventivas como retirar o lixo acumulado nos quintais da residência, observar os reservatórios de água e limpar as calhas dos telhados são algumas precauções para o controle eficaz contra o mosquito.

Foto: Flávia Pacheco

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