Aracaju, 5 de abril de 2025
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VISITANTES DESTACAM IMPORTÂNCIA AMBIENTAL E CULTURAL DO MONA GROTA DO ANGICO DURANTE 27ª MISSA DO CANGAÇO

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A importância ambiental e cultural do Monumento Natural (Mona) Grota do Angico foi destacada pelos visitantes que participaram da 27ª Missa do Cangaço, no último domingo, 28. A Unidade de Conservação Estadual, localizada entre os municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, no alto sertão sergipano, em 1938, foi alvo da rota do Cangaço e cenário da morte do maior ícone deste movimento, Virgulino Ferreira, o Lampião, além de sua companheira, Maria Bonita, e mais nove cangaceiros.

Coordenando a recepção dos turistas e visitantes, a gestora do Mona Grota do Angico, Valdelice Barreto, destacou a importância da data. “É uma ação que faz parte do roteiro histórico da região, e a Unidade de Conservação apoia esse momento festivo. A gente recebe não só a comunidade local, mas também turistas de todo o país e até do exterior”, disse.

Encantada com as belezas da caatinga, a turista de Itapetinga, Bahia, Eliane Andrade, conta que é a primeira vez que visita Sergipe. “Tudo muito lindo. Sergipe acolhe muito bem todas as pessoas, e ser recepcionada em um lugar como esse deixa tudo mais especial, por ser uma área que preserva a natureza e a cultura, que é muito forte aqui nessa região”, declarou.

Para o motorista Antônio Calixto, turista de Minas Gerais, a trilha do Mona é uma verdadeira aula de biologia. “Fazendo esse trajeto da trilha desde a beira do rio até a grota do angico, a gente pôde reverenciar a fauna e a flora desse lugar. Vimos muitas espécies de animais como o mocó, sagui, diversos pássaros, árvores e plantas nativas da caatinga, e nesse ambiente tivemos a oportunidade ver, sentir e perceber como esse bioma é forte e resistente”, enfatizou.

A missa

A 27ª Missa do Cangaço é realizada pela Sociedade do Cangaço, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) fundada pela jornalista e escritora Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita. A cerimônia mobiliza toda a região em um movimento religioso e cultural que se tornou tradição no alto sertão sergipano por promover uma imersão sobre a cultura popular, a história do cangaço e as belezas naturais da Caatinga.

ASN – Foto: Ascom Semac

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