Na manhã desta quarta-feira, 28, um fato isolado aconteceu nas dependências do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), envolvendo o gerente de Segurança da unidade hospitalar e um funcionário da empresa terceirizada Multiserv, que presta serviço no hospital e estava em seu dia de folga. Como os funcionários da terceirizada estão há oito dias em greve por falta de pagamento, o efetivo destinado ao hospital está em torno de 30% trabalhando na limpeza e higienização, mas, principalmente das áreas críticas como Pronto Socorro, UTI, Centro Cirúrgico e Hospital Pediátrico.
Diante do fato, um funcionário da terceirizada fez fotografia de uma das áreas do Pronto Socorro em que estavam pacientes internados, sem a devida autorização para postar nas redes sociais. O gerente de Segurança do Huse que passava pelo local, assistiu a cena e solicitou que o rapaz se retirasse e apagasse a foto, pois ele estava de folga e não havia a necessidade de estar circulando dentro do hospital, principalmente fazendo fotografias sem a prévia autorização.
Seguindo o protocolo, o caso foi levado para o superintendente do Huse, Luiz Eduardo Correia, que disse que não irá permitir que fatos dessa natureza se repitam. “Todos sabem que é crime fotografar ou filmar sem consentimento dos pacientes, que é proibido a exposição de imagem do paciente ou acompanhante. Foi pedido pelo segurança para que ele se retirasse do local por duas vezes e o funcionário se exaltou. O sindicato foi acionado por eles e vieram conversar comigo para narrar o que aconteceu, quando eu fui destratado, bem como o governo do Estado e o secretário de Saúde, Almeida Lima. Não tenho obrigação de aceitar grosserias e distratos no meu local de trabalho. Tenho todo respeito pelo sindicato e funcionários, desde que seja mútuo”, explicou.
Quanto à agressão citada pelo funcionário, impinginda pelo segurança, o diretor disse que não aconteceu. “Foi solicitado para ele se retirar do hospital, já que o Huse não é calçadão para eles filmarem paciente sem necessidade e sem autorização do acompanhante. A nossa gestão é transparente e a imprensa tem acesso a isso, ninguém tem o que esconder, nós não vamos permitir chacotas dentro do Huse. Já conversamos e acabamos nos entendendo sem maiores problemas e prejuízos para o funcionário e o gerente”, disse.
O Huse conta com cerca de 200 funcionários terceirizados e que estão há 8 dias com os salários atrasados e apenas 30% do efetivo trabalhando em todo o hospital. A unidade não entrou em caos, graças ao esforço dos funcionários internos que para manter o ambiente limpo e organizado nos setores.
Fonte e foto assessoria
