Aracaju, 19 de junho de 2026

Aracaju, 30 de abril de 2026

Search

Um ano após morte de Genivaldo em Umbaúba, policiais rodoviários federais ainda aguardam julgamento

genivaldo-morte-abordagem-prf-27052022080821002_1_dZjntOw

A morte de Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, ocorrida durante uma abordagem de três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Umbaúba, completa nesta quinta-feira (25) um ano e segue sem um desfecho.

Genivaldo estava transitando de moto sem capacete em um trecho da BR-101, no município de Umbaúba, quando aconteceu a abordagem.

Ele tinha esquizofrenia e morreu após ter sido trancado no porta-malas de uma viatura e ser submetido à inalação de gás lacrimogêneo no dia 25 de maio de 2022

Até momento o julgamento dos agentes William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento, envolvidos na ação, ainda não tem data para acontecer. A Justiça Federal de Sergipe determinou que eles sejam submetidos à júri popular, o que é questionado pelas defesas.

Os policiais estão presos desde o dia 14 de outubro, após se apresentarem voluntariamente à Polícia Federal (PF). Eles são acusados pelos crimes de tortura e homicídio triplamente qualificado.

Para o advogado e presidente da OAB Sergipe, Danniel Alves, o caso Genivaldo marca a história jurídica do país. “É um dos maiores casos de violação dos direitos humanos dos últimos anos, e o Poder Judiciário está dando uma resposta rápida e eficiente. A sensação é de que valeu a pena lutar tanto para chamar a atenção da gravidade desse episódio tão trágico”, disse.

O caso – na abordagem, Genivaldo de Jesus estava transitando de moto sem capacete em um trecho da BR-101, no município de Umbaúba, interior do estado. Após ser parado, Genivaldo foi colocado no porta-malas da viatura com gás lacrimogêneo e acabou morrendo asfixiado.

A causa da morte foi asfixia mecânica, em razão do alto volume de gás concentrado no porta-malas, onde foi colocado e impedido de sair pelos policiais.

Com informações do A8SE e G1/SE

Leia também